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quinta-feira, 27 de julho de 2017

Assembleia Geral na UFPEL

                           A UFPEL vem sofrendo com os cortes de verbas realizados constantemente pelo ilegítimo governo federal, e a atual reitoria tem agido de maneira a mascarar a real situação da universidade, sem adotar uma linha de contestação incisiva contra estes retrocessos. Por estes motivos, na próxima QUARTA-FEIRA (02/08/2017) estaremos realizando no Campus ANGLO às 9h00 e na Faculdade de DIREITO às 18h00 Assembleias para a comunidade da UFPel, a fim de esclarecer ao máximo a situação financeira da UFPEL e discutir sobre quais serão os próximos pontos a sofrerem cortes e reajustes.
                                  
                              Entendendo que a realização de duas Assembleias, uma pela manhã e outra à noite, possibilite que um maior número de estudantes compareça, contamos com a presença de todos! 

Convocam para a Assembleia da Comunidade
 conjuntamente DCE UFPEL Dias de Luta, ASUFPEL e ADUFPEL.



domingo, 23 de julho de 2017

RESPOSTA A IDEIA DE FECHAR ALGUNS CURSOS PARA SALVAR A UFPEL

Outro dia foi divulgada a dificuldade que esta passando a UFPEL. Em parte podemos atribuir a PEC que cortou gastos em varias ares sociais, incluindo a Educação.
Algumas postagens e comentários nas redes sociais, algumas pessoas pregaram o fechamento dos cursos das Humanas. Abaixo segue a minha resposta.

RESPOSTA A IDEIA DE FECHAR 

A grande diferença existente nos alunos "doutrinados", como disseram alguns aqui, é que estudamos para buscar a compreensão da sociedade que vivemos, para não sair por ai falando de coisas que não conhecemos. Estes ditos doutrinados, irão sempre defender uma Universidade para todos, inclusive para aqueles que querem que nossos cursos sejam extintos.

Percebem a diferença?

Não vou falar por todos os alunos do CCHS (mas até poderia), mas acredito que a maioria defende uma Universidade plena, democrática, com qualidade, fomentadora de senso critico e de ampla participação. Independente de sua crença religiosa, sua etnia, opção sexual, gênero, classe.

Eu como estudante de Ciências Sociais da Ifisp - Ufpel, jamais irei defender o fechamento de qualquer que seja o curso, e defenderei inclusive a participação e os cursos destes mesmos que querem acabar com o meu. Nós estudantes das chamadas humanas (os doutrinados ideológicos), iremos buscar a união de todos (alunos, servidores, professores, comunidade) para defender a Universidade Federal de Pelotas (UFPel), defender a educação e defender a tua presença nesta instituição. Seja qual for o tipo de luta, todos estarão de alguma forma buscando uma melhora continua dos processos. Pois, é o mínimo que a sociedade espera de futuros Cientistas Sociais, Cientistas Políticos, Historiadores, Antropólogos, Geólogos, Artistas, Educadores Filósofos, Sociólogos e todos os demais que foram atingidos por esta avaliação de que poderíamos ter os nossos cursos fechados.

Ao invés de vir aqui defender a segregação, já tão existente em nossa sociedade, vamos utilizar nossos tempos e capacidades para avaliar como a Universidade chegou nesta situação, o que esta proposta ou divulgação tem de realidade, e buscarmos uma saída para que se resolvam estas questões, sejam elas no âmbito administrativo, seja no âmbito Politico. Combater a crise com coragem e com a mente aberta para perceber quais são as reais intenções que estão nas entrelinhas deste fato. Vivemos em um País que precisa cada vez mais de capacitação intelectual, mas que insiste em formar somente seguidores de ordens estabelecidas.. Bem, fica aqui minha opinião, minha defesa, com a crença que a verdade nunca é absoluta e que precisamos construir as coisas, os fatos sociais usando termos que quem leu Durkheim e outros irão entender. Uma boa luta a todos!


Chris DS

sexta-feira, 30 de junho de 2017

Educação - Texto apresentado para aula de TPP

Baseado no que conversamos em aula, na disciplina de TPP, tivemos de elaborar uma redação... que compartilho abaixo.







UNIVERSIDADE FEDERAL DE PELOTAS
INSTITUTO DE FILOSOFIA, SOCIOLOGIA E POLÍTICA
DEPARTAMENTO DE SOCIOLOGIA E POLÍTICA
CURSO DE LICENCIATURA EM CIÊNCIAS SOCIAIS


Uma escola do passado em uma sociedade do futuro

O presente texto tem como objetivo avaliar ainda que de forma superficial o papel da educação, de forma não conceituar de forma final uma visão, mas a reflexão da escola e de seu papel na sociedade contemporânea.

Não é difícil perceber que a Educação sempre serviu a um único propósito, o de preparar a população para o mercado de trabalho. Pois, na lógica de mercado é preciso preparar o cidadão para produzir, para que o mesmo desta forma receba um pequeno soldo para que seja possível adquirir bens produzidos e desta forma quem domina acaba lucrando muito.

Toda reforma realizada na educação, partindo da lógica de mercado, serve para adequar o aprendizado para enfrentar uma nova etapa do modelo tradicional de sociedade.

Aquela visão da escola como um espaço de fomento de intelectos preparados para criar uma sociedade mais critica, não passa de Utopia diante do desmonte e da precarização que é realizada nas escolas.

Se a educação fosse levada a serio, não haveria processo seletivo para ingressarmos na Universidade, pois em uma sociedade que valoriza realmente a educação iria garantir a todos o acesso ao chamado ensino superior.

Mas a demanda produtiva existente atualmente, tem como necessidade a alfabetização e o conhecimento técnico, por isso se investe em propaganda nestas áreas e em programas que incluam crianças, jovens e adultos em projetos de alfabetização e logo após a sua alfabetização, o jogam para o ensino técnico, para que o mesmo se prepare somente para o mercado de trabalho.

O Pior de tudo, é que realmente diante da necessidade de nos estabelecermos acabamos sucumbindo nesta visão nefasta e aceitamos esta condição de eterno servo de um sistema que nos escravizam nos negando a possibilidade de criarmos senso critico e o de estabelecer um debate de igual com aqueles que de alguma forma chegam a poder real.

Podemos achar que a sociedade é nova, mas é a mesma pratica de poder de uns poucos a custa do suor de muitos, e que se utilizam de novas nomenclaturas e reformas educacionais que remontam sempre a mesma lógica de educação, onde as informações são pinceladas para a criação de robôs executores de ordens e submissos por causa de suas necessidades básicas de sobrevivência. 

Christian de Souza

terça-feira, 27 de junho de 2017

Paisagem - Contradições de um Lugar




UNIVERSIDADE FEDERAL DE PELOTAS
Instituto de Filosofia, Sociologia e Política
Curso de Licenciatura em Ciências Sociais

 







Descrição de Paisagem para disciplina de Geografia



















CHRISTIAN DE SOUZA











Paisagem
Contradições de um Lugar

Discrição de uma Paisagem pré-escolhida analisando os aspectos Naturais, Humanos e Sociais. O mesmo será apresentada ao Curso de Ciências Sociais, Disciplina de Geografia, Universidade Federal de Pelotas, como tarefa proposta, para avaliação da Disciplina.

Professor: Maria Regina Caetano costa










PELOTAS, junho de 2017

















FICHA CATALOGRÁFICA

Souza, Christian

Paisagem – Contradições de um local – Pelotas, 2017.

Nº de páginas

Orientador: Profª. Maria Regina Caetano Costa.

Trabalho de descrição de Paisagem – Universidade Federal de Pelotas, Instituto de Filosofia, Sociologia e Politica, Curso de Licenciatura em Ciências Sociais.

1.Paisagem; 2. Contradições; 3. Laranjal

 













1        Introdução

              O presente trabalho tem como objetivo realizar uma analise dos recursos naturais, humanas, sociais de uma paisagem pré-escolhida para ser apresentado a disciplina de Geografia do Curso de Licenciatura em Ciências Sociais da Universidade Federal de Pelotas

             Não foi fácil escolher a imagem ou paisagem para este trabalho, já que escolhi fazer referente ao Bairro Laranjal, do qual é palco de varias e belas imagens ou paisagem.

              Mas busquei uma que demonstrasse toda a contradição de um Bairro com imenso potencial de desenvolvimento que tem a seu favor todas as condições geográficas para seu crescimento Econômico, Cultural e Social.

              A Imagem foi extraída da Fan Page SOS Laranjal, a qual me autorizou utiliza-la para este trabalho.





2       IMAGEM




3       DESCRIÇÃO
             
              Na paisagem que aqui irei descrever, o que primeiro nos chama atenção são as suas formas naturais, onde o que predomina é o verde da vegetação e também a quantidade de terra e água.

              O verde da vegetação é proveniente na sua maioria de arvores, muitas nativas que servem sem sombra de duvidas a varias formas de vidas, tais como de insetos, aves entre outros que somente nos aproximando e realizando uma analise mais científica de pesquisa para certificarmos de quais e quantas.

              Podemos perceber também que existe a vegetação rasteira, que poderia servir de pastagem para algum animal. Mas chama atenção as marcas do solo que segundo observado trata-se de marcas de veículos que por motivos que mais adiante iremos abordar.

              Um outro elemento bastante presente na Paisagem escolhida é a água. A mesma toma conta de quase toda a imagem escolhida, ligando de certa forma a vegetação rasteira, as arvores já aqui citadas.

              É possível, também verificar a existência de pedregulhos, que de alguma forma acaba justamente na água ali existente, que nos remete a pensar que os mesmos servem de margens de um pequeno lago, ou sanga.

              Além destes elementos destacados, podemos também perceber que aparece o céu, azul quase acinzentado, mas sem presença de nuvens. E mesmo sendo uma imagem ou paisagem praticamente natural, percebemos que não tem a existência de animais visíveis.

              Em resumo, a imagem ou paisagem nos remete a primeira analise tratar-se de um lugar ao campo, possivelmente uma sanga ou um pequeno arroio. Pois todos os elementos aqui apontados são compatíveis com a descrição de um lugar muito semelhante ao descrito.
             
            Mas existe um detalhe ao fundo da imagem que é a existência de um carro branco. Um carro de passeio que se diferencia das marcas de veículos mais pesados que descrevemos acima. A existência de um carro nesta paisagem, e o entorno do carro começa a nos dá a noção real da verdadeira identidade da paisagem analisada e aqui descrita.

              É justamente por esta verdadeira identidade que podemos perceber a problemática Social da imagem escolhida. Pois a mesma trata-se de uma importante rua do Bairro Laranjal, da qual circula ônibus e muitos outros veículos de moradores, trabalhadores, estudantes e que serve de moradia a dezenas de famílias.

              O Bairro Laranjal é banhado pela laguna conhecida Mundialmente por Lagoa dos Patos, e abriga as chamadas Praias do Laranjal. A Historia da fundação do Bairro se confunde com a historia da cidade de Pelotas.

              As Praias do Laranjal, com seus belos Balneários, recebem durante todo o ano a visita de muitas pessoas, seja para realizar caminhada, mas também como ponto de encontro para tomar um belo chimarrão. No verão, a população do bairro costuma dobrar devida a presença de turistas de varias cidades do Rio Grande do Sul, de outros estados e até de outros países.

              Com sua potencialidade, em gerar emprego e renda, seja no turismo, nos esportes náuticos, ou por seus belos recursos naturais, contrasta com ruas em seu interior iguais a da paisagem selecionada. Pois não pode ser possível um lugar com tamanha potencialidade, ter mais de 90% de suas ruas nestas condições nas estações mais chuvosas. A população sofre com altos impostos, e baixos retornos sociais, tais como saneamento, transporte, saúde, segurança e trafegabilidade.

              A imagem aqui descrita, demonstra todo o descaso que uma localização com tremenda capacidade, com belas imagens que podem ser comprovadas facilmente com um rápido passeio na orla da Laguna, mas que tem em seu interior ruas com estas situações.

REFERÊNCIAS


LARANJAL, SOS Fam page. Junho, 2017 - https://www.facebook.com/soslaranjalRS/

sexta-feira, 26 de maio de 2017

Razão X Fé - Analise em sinteze da obra "O Nome da Rosa" se ECO, Humberto



Por Christian de Souza











razão x fé

Analise apresentada ao 
Curso de Ciências Sociais,
disciplina de Sociologia 1 da
 Universidade Federal de Pelotas, 
como tarefa a ser realizada.

Professor: Marcus Vinicius Spolle

  



RAZÃO X FÉ

                O presente trabalho refere-se a analise sobre os aspectos do Modernismo versos ao Tradicional, tendo como base o filme O Nome da Rosa, que por sua vez é uma versão do Livro de mesmo nome escrito por Humberto Eco.
            A partir do trecho proposto pelo professor, será feito a analise sobre os elementos da Razão X Fé.
            A história transcorre em um Mosteiro Beneditino, o qual recebe a visita de um famoso e controverso Frade Franciscano, que chega com a missão de investigar as mortes que ocorreram no local.
            O mesmo recebido com algum misto de esperança e desconfiança, justamente por ser um Franciscano que tinham mais apreço a distribuição ou divisão do que seus anfitriões Beneditinos.
            Em primeira analise, percebemos que por se tratar de um Mosteiro, o local e de contemplação da fé, e logo percebemos que para haver e manter a dominação dos congregados, esta fé é utilizada como instrumento de dominação.
            Ao contrario disto, o Franciscano presente, buscava a analise científica das situações, buscando a razão. Isso não era a renegação da fé, mas sim a distinção do que é fé para o que são ocorrências ocasionadas pelo ser humano.
            No trecho analisado fica evidenciado, que para manter o domínio através da fé, os Beneditinos precisavam ocultar a sabedoria, o senso critico tinha que permanecer submisso ou então adormecido.
            A existência de um grande acervo secreto nas dependências ocultas do Monastério, demonstra clara e objetivamente que aqueles que detinham o conhecimento, também detinham o domínio, e que por sua vez, distribuir ou conceber a oportunidade de outros adquirirem o conhecimento, poderia colocar em duvida a Fé e por consequência o domínio ali existente.
            Todos que de alguma forma foram atrevidos em buscar este conhecimento acabaram mortos, para que estes conhecimentos adquiridos não viessem contaminar o restante da congregação.
            Para quem busca o conhecimento, a alegria em encontrar o que chamou Frade Guilherme de a maior “Biblioteca da Cristandade”, se evidencia quando mesmo encontra tal local e festeja com entusiasmo esta descoberta. Pois, esta descoberta abriria a possibilidade da quebra do tradicionalismo e a possibilidade do descobrimento de conhecimento, e de quebra a tomada do senso critico.
            Neste mesmo trecho analisado, a frase que mais chama a atenção e comprova que a fé era usada como forma de dominação, é justamente a que o Frade Guilherme responde ao Jovem Adson o questionamento sobre a preciosidade do mesmo, onde ele cita que os mesmos estão guardados por possuírem um conhecimento diferente, e que ideias podem fazer duvidar da infalibilidade da palavra de Deus e acrescentou dizendo que a duvida era inimiga da fé.
            Por tanto, a conclusão que chego, é que a utilização da fé funcionava como forma de dominação. Em nome da fé que se defende os costumes, as tradições. O conhecimento acaba contestando a fé e da mesma forma a dominação. O Modernismo, como ação critica ao Tradicional era combatido de qualquer forma para que em nome da Fé , da Tradição o domínio permanecesse ativo.
Já a busca constante por conhecimento, iria certamente romper com o tradição, de forma a criar senso critico e da mesma forma questionando a dominação privilegiada de pequenos grupos.


FONTE

ECO, Humberto, O Nome da Rosa.