..... Por educação , publica, gratuita, denocrática e de qualidade!!!!
Essas as frases mais usadas em meu tempo de Movimento Estudantil. ( Para quem não saiba, fui membro da diretoria do Grêmio do Colégio Municipal Pelotense), Sempre apoiei as greves e manifestções dos professores. MAS FAZER GREVE NO FINAL DO ANO LETIVO, é no minimo uma prova de que os sindicatos de categorias são corporativista, pensam somente neles mesmo. ACHO JUSTA as revindicações de alunos e professores. Mas fazer greve neste período, é perder credibilidade com a população.
Quando alguem fala em greve a primeira coisa, que ouvimos das pessoas, é mais uma... esse pessoal não gosta de trabalhar..... e assim por diante.
Defendo que era um bom momento de chamar as comunidades escolares, criar ciclos de conversas e esclarecimentos, sobre a situação da educação no pais e no estado... preparando toda a comunidade para uma grande ação no futuro. Mas Greve agora... NÃO!!!
Vamos Conversar?
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sexta-feira, 25 de novembro de 2011
sexta-feira, 4 de novembro de 2011
A volta
Olá!!
Apos alguns meses sem atualizar meu blog, começo hoje novamente a escrever, divulgar textos que julgo interessante.
Tenho vários assuntos para discutir e opinar também....
Mas hoje o assunto vai ser os mesversario da minha filha Ana Jhulia. Hoje ela esta completando 1 mês de vida!!! Seja bem vinda minha filha.
\Eu a Mamãe e o Maninho te Amamos muito.
¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨
Só para deixar registrado... estou de férias.
Apos alguns meses sem atualizar meu blog, começo hoje novamente a escrever, divulgar textos que julgo interessante.
Tenho vários assuntos para discutir e opinar também....
Mas hoje o assunto vai ser os mesversario da minha filha Ana Jhulia. Hoje ela esta completando 1 mês de vida!!! Seja bem vinda minha filha.
\Eu a Mamãe e o Maninho te Amamos muito.
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Só para deixar registrado... estou de férias.
segunda-feira, 4 de julho de 2011
Texto motivacional – O sábio e o pássaro
Conta-se que certa vez, um homem muito maldoso resolveu pregar uma peça em um mestre, famoso por sua sabedoria.
Preparou uma armadilha infalível, como somente os maus podem conceber.
Tomou de um pássaro e o segurou nas mãos, imaginando que iria até o idoso e experiente mestre, formulando-lhe a seguinte pergunta: “mestre, o passarinho que trago nas mãos está vivo ou morto?”
Naturalmente, se o mestre respondesse que estava vivo, ele o esmagaria em sua mão, mostrando o pequeno cadáver. Se a resposta fosse que o pássaro estava morto, ele abriria as mãos, libertando-o e permitindo que voasse, ganhando as alturas.
Qualquer que fosse a resposta, ele incorreria em erro aos olhos de todos que assistissem à cena.
Assim pensou. Assim fez.
Quando vários discípulos se encontravam ao redor do venerado senhor, ele se aproximou e formulou a pergunta fatal.
O sábio olhou profundamente o homem em seus olhos. Parecia desejar examinar o mais escondido de sua alma, depois respondeu, calmo e seguro: “o destino desse pássaro, meu filho, está em suas mãos.”
Moral: quantas vezes tentamos achar atalhos ou responsabilizamos os outros pelas nossas vidas? Tudo são escolhas e está em nossas mãos
quinta-feira, 24 de março de 2011
Clima organizacional
Texto motivacional – Clima organizacional
Dois novos contratados participavam do processo de “integração” de uma empresa, e enquanto conheciam as diversas áreas de seu novo emprego, um dos novatos aproximou-se de Carlos, umfuncionário mais antigo, e lhe fez uma pergunta:
- Amigo, que tipo de pessoas trabalham nesta empresa?
- Quais tipos de pessoas trabalham na empresa de onde você vem? – replicou Carlos.
- Bom, pra ser sincero, era um grupo de pessoas egoístas, desmotivadas e folgadas. A equipe a qual eu fazia parte era terrível! Eu estou muito feliz por ter saído de lá.
E Carlos respondeu:
- Poxa, sinto lhe dizer isso, mas o mesmo tipo de pessoas você encontrará por aqui.
Carlos então olhou para o outro novato, que observava calado a conversa, e perguntou:
- E você, amigo? Que tipo de pessoas trabalham na empresa de onde você vem?
- Ah senhor, é um grupo excelente de pessoas. Pessoas amigas, honestas, trabalhadoras, sempremotivadas em busca do sucesso. Fiquei muito triste por ter que deixá-las, mas a oportunidade detrabalho aqui é bem melhor.
E Carlos então respondeu:
- Fico feliz por você, porque o mesmo tipo de pessoas você encontrará por aqui!
Ao escutar a conversa, o primeiro, inconformado, comentou:
- Como é possível o senhor dar respostas tão diferentes à mesma pergunta?
E Carlos respondeu:
- Cada um encontra na vida exatamente aquilo que traz dentro de si mesmo.
- Amigo, que tipo de pessoas trabalham nesta empresa?
- Quais tipos de pessoas trabalham na empresa de onde você vem? – replicou Carlos.
- Bom, pra ser sincero, era um grupo de pessoas egoístas, desmotivadas e folgadas. A equipe a qual eu fazia parte era terrível! Eu estou muito feliz por ter saído de lá.
E Carlos respondeu:
- Poxa, sinto lhe dizer isso, mas o mesmo tipo de pessoas você encontrará por aqui.
Carlos então olhou para o outro novato, que observava calado a conversa, e perguntou:
- E você, amigo? Que tipo de pessoas trabalham na empresa de onde você vem?
- Ah senhor, é um grupo excelente de pessoas. Pessoas amigas, honestas, trabalhadoras, sempremotivadas em busca do sucesso. Fiquei muito triste por ter que deixá-las, mas a oportunidade detrabalho aqui é bem melhor.
E Carlos então respondeu:
- Fico feliz por você, porque o mesmo tipo de pessoas você encontrará por aqui!
Ao escutar a conversa, o primeiro, inconformado, comentou:
- Como é possível o senhor dar respostas tão diferentes à mesma pergunta?
E Carlos respondeu:
- Cada um encontra na vida exatamente aquilo que traz dentro de si mesmo.
Pare de reclamar
Há pessoas que vivem se queixando de tudo e de todos; nada nunca está bom para elas; sempre acham um culpado: é culpa da empresa, do seu chefe, do governo, do clima, e assim vai sucessivamente. O interessante é que estas pessoas mudam de departamento ou de área na empresa, e no inicio vai tudo muito bem, mas com o passar dos dias, aos poucos, tudo volta a ser exatamente como era antes, levando-as a se perguntar: “Poxa, estava tudo tão bem no início. Porque as coisas ficaram tão ruins novamente?”. A resposta é simples: Porque estas pessoas mudam de ambiente, mas não mudam o seu modelo mental e o seu comportamento.
Com relação ao ambiente de trabalho, existem basicamente dois tipos de profissionais: Os que influenciam o ambiente, e os que se deixam influenciar por ele. O problema é que, assim como na liderança, esta influência pode ser negativa. Por isso, antes de reclamarmos do ambiente de trabalho ou do clima organizacional da empresa, precisamos fazer-nos algumas perguntas importantes:
- Eu influencio o ambiente de trabalho, ou deixo que ele me influencie?
- Quanto a minha influência colabora para que o ambiente de trabalho melhore?
- Reclamar de tudo ajuda? Atribuir a culpa a outros ajuda?
- O que eu posso fazer pra ajudar a melhorar o clima organizacional e o ambiente de Trabalho em equipe?
Se você deseja que as coisas melhorem em sua empresa, faça a sua parte. Parafraseando Gandhi, que disse: “Seja a mudança que você quer ver no mundo”, uma dica: “Seja a mudança que você quer ver na sua empresa”.
Com relação ao ambiente de trabalho, existem basicamente dois tipos de profissionais: Os que influenciam o ambiente, e os que se deixam influenciar por ele. O problema é que, assim como na liderança, esta influência pode ser negativa. Por isso, antes de reclamarmos do ambiente de trabalho ou do clima organizacional da empresa, precisamos fazer-nos algumas perguntas importantes:
- Eu influencio o ambiente de trabalho, ou deixo que ele me influencie?
- Quanto a minha influência colabora para que o ambiente de trabalho melhore?
- Reclamar de tudo ajuda? Atribuir a culpa a outros ajuda?
- O que eu posso fazer pra ajudar a melhorar o clima organizacional e o ambiente de Trabalho em equipe?
Se você deseja que as coisas melhorem em sua empresa, faça a sua parte. Parafraseando Gandhi, que disse: “Seja a mudança que você quer ver no mundo”, uma dica: “Seja a mudança que você quer ver na sua empresa”.
quinta-feira, 17 de março de 2011
Resolver o Problema!!
Texto motivacional – Resolvendo o problema
“Conta-se uma história que em um castelo foi preciso encontrar um substituto para um dos guardiões. O chefe dos guardiões então convocou todos os discípulos para saber quem seria o substituto. Então ele falou:- Assumirá o posto de guardião quem resolver um problema primeiro.
Então pegou um vaso de porcelana muito raro, colocou sobre uma mesa e disse:
- Aqui está o problema.
Todos ficaram olhando e não sabiam o que fazer. Neste instante um dos discípulos sacou a espada, olhou para o mestre e dirigiu-se ao vaso e destruiu tudo com um só golpe.
Tão logo o discípulo retornou ao seu lugar o mestre disse:
- Você será o novo guardião”.
Não importa qual o problema, ele precisa ser eliminado. Problema é problema e deve ser resolvido mesmo que seja ou que tenha sido lindo e maravilhoso. No instante em que se transformou em problema deve ser superado.
Colaborar ou Competir
Texto motivacional – Os quatro irmãos
Trabalho em equipe
Quatro irmãos brigavam o tempo todo até mesmo por pequenas coisas. Seu pai, um senhor já de idade, ficava aborrecido ao ver os filhos discutindo o tempo todo, e temia pelo futuro de sua família. Foi então que chamou seus filhos e pediu para que se sentassem um ao lado do outro, e em seguida trouxe um feixe de varetas bem atado. Entregou-o ao filho mais novo e disse:
- Tente quebrar esse feixe todo de uma só vez. O menino tentou de todas as formas, mas não conseguiu. Então o pai foi passando o feixe a cada um dos filhos, para que tentassem quebrá-lo, mas por mais que tentassem, ninguém conseguiu. Com um sorriso, o velho então cortou a corda que unia o feixe, e entregou as varetas ao filho mais novo, dizendo:
- Tente quebrá-las agora. Quando a criança acabou de quebrar todas as varetas, o pai então comentou:
- Filhos, se vocês permanecerem unidos como o feixe que não conseguiram quebrar, jamais alguém poderá fazer mal a vocês! Mas se cada um pensar apenas em si mesmo, todos ficarão mais vulneráveis, como varetas que até uma criança consegue quebrar…

Sozinhos nós vamos mais rápido, mas juntos nós vamos mais longe, porque somos muito mais fortes.
Fonte: Blog do Fabossi
- Tente quebrar esse feixe todo de uma só vez. O menino tentou de todas as formas, mas não conseguiu. Então o pai foi passando o feixe a cada um dos filhos, para que tentassem quebrá-lo, mas por mais que tentassem, ninguém conseguiu. Com um sorriso, o velho então cortou a corda que unia o feixe, e entregou as varetas ao filho mais novo, dizendo:
- Tente quebrá-las agora. Quando a criança acabou de quebrar todas as varetas, o pai então comentou:
- Filhos, se vocês permanecerem unidos como o feixe que não conseguiram quebrar, jamais alguém poderá fazer mal a vocês! Mas se cada um pensar apenas em si mesmo, todos ficarão mais vulneráveis, como varetas que até uma criança consegue quebrar…
Colaborar ou competir
Quando existe apenas competição entre as partes, seja na vida pessoal ou no trabalho, para que um ganhe, outros têm que perder. Já a colaboração se baseia nos princípios da unidade, do relacionamento, do respeito e do potencial para sermos vencedores, sem que necessariamente outros percam. Em um ambiente colaborativo, as pessoas são tratadas com valor e dignidade, o que nem sempre acontece em um ambiente de competição. Sem dúvida que uma equipe de alto desempenho, em qualquer área de atuação, precisa ser competitiva, mas essa competição deve ocorrer do lado de fora, e não dentro da equipe. Por isso, para se tornar cada vez mais competitiva, a equipe precisa de pessoas que colaborem, e não que compitam entre si. Não se esqueça:.Sozinhos nós vamos mais rápido, mas juntos nós vamos mais longe, porque somos muito mais fortes.
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
Agora a Libia!!
Infelizmente a Libia terá mais dificuldade de liberta-se da opreção ditatorial, mas espero que o povo da Libia não se entregue!!
O líder líbio Muammar Khadafi garantiu ontem que não vai sucumbir aos protestos dos milhares de manifestantes que clamam pelo fim do regime nem render-se às pressões internacionais para abandonar o poder. Sem um cargo ou título oficial do qual se demitir, o "guia da revolução" e do Estado das massas, prometeu resistir "até à última gota de sangue" e, no fim, morrer como um mártir.
Após mais uma noite de terror na capital, Trípoli, Khadafi apresentou-se para uma declaração ao país, emitida (não se sabe se em directo) a partir do quartel Bab al-Azizia, bombardeado pelos Estados Unidos em 1986.
Na sua surpreendente e incoerente exibição televisiva, demonstrou como é, neste momento, um homem de- sesperado e ultrapassado pelos acontecimentos. Manifestamente, o seu regime de 42 anos está em desintegração, com o aparelho de Estado des- membrado, o Exército em debandada e vastas áreas do país nas mãos dos revoltosos.
Indiferente à realidade, Khadafi deixou claro o seu desprezo pelos ma- nifestantes, exclamando "que se da- nem" aqueles cujo objectivo é deses- tabilizar o país. São, nas suas palavras, "cobardes", "traidores", "drogados", "que querem imitar os manifestantes da Tunísia e do Egipto e transformar a Líbia num estado islâmico".
Intransigente e desafiador, o coronel chamou os seus apoiantes para a rua e ameaçou os revoltosos com a pena de morte. "Quem usar a força contra a autoridade do Estado será condenado à morte. Quem amar Muammar Khadafi deverá defender as ruas da Líbia", declarou.
A reacção do regime aos protestos populares que há mais de uma semana se espalham pela Líbia tem sido de grande violência: Khadafi não hesitou em mobilizar caças para bombardear os manifestantes, que foram também sujeitos a rajadas de helicópteros. Tanques de guerra bloquearam a circulação, impedindo o transporte de feridos para os hospitais.
Grupos de mercenários descritos como "africanos que falam francês" juntaram-se às milícias pró-regime - os "comités revolucionários", um dos pilares do poder de Khadafi - para espalhar o terror pelas ruas de Trípoli. Testemunhas dão conta de tiros indiscriminados, espancamentos e intimidação generalizada.
"Assisti a um massacre anteontem à noite e outro no dia anterior, bem no centro de Trípoli", disse uma mulher de 40 anos, citada sob anonimato pela AFP, depois de passar a fronteira pa- ra a Tunísia. "No meio da manifesta-?ção apareceram os apoiantes de Khadafi, a atirar em todas as direcções. Eram só tiros e gritos. Uns disparavam na rua, outros de cima dos edifícios. E havia outros com espadas", contou.
Dos bairros de Fachloum e Tajoura saíram relatos de tiroteios constantes. Youssef Benhassan, um operário de 28 anos, disse que os membros dos comités revolucionários, envergando lenços verdes na cabeça, chegaram ao subúrbio de Janzour e começaram a atirar sobre "toda a gente que estava na rua". "É um filme de terror", resumiu à AFP.
Khadafi assegurou que ninguém estava a actuar sob as suas instruções. "Ainda não dei ordens para o uso de balas", declarou, insinuando porém que a sua paciência com os protestos estava esgotada e que "ainda esta noite ou amanhã" mandaria avançar uma operação para "limpar a Líbia" de revoltosos. "Desta vez não seremos indulgentes e misericordiosos", avisou.
Os relatos de Trípoli são de uma ci- dade-fantasma, com as pessoas presas em casa, as escolas e o comércio fechado. Nas ruas há automóveis incendiados, vidros partidos, lixo e cadáveres no chão. A contabilidade das vítimas é impossível: a Coligação Internacional contra Criminosos de Guerra reportou ontem 519 mortos, 3980 feridos e pelo menos 1500 desaparecidos desde o início dos protestos, na semana passada. Números oficiais apontam 300 mortos, entre os quais 58 soldados.
A desintegração do Governo prosseguiu ontem, com o ministro do Interior, Abdel Fattah al Abidi, a resignar em "apoio à revolução de 17 de Fevereiro". O dirigente, responsável pela segurança, instou o Exército e a população a apoiarem as "legítimas aspirações" dos manifestantes.
No exterior, os representantes do regime continuaram a desmobilizar. O embaixador da Líbia nos Estados Unidos, Ali Aujali, demitiu-se explicando que, "em consciência, não podia mais servir o regime ditatorial" de Khadafi. Em Nova Iorque, o número dois da missão líbia junto da ONU, Ibrahim al-Dabashi, caracterizou a violência na Líbia como um "genocídio". Também Nouri al-Mismari, chefe de protocolo de Khadafi, denunciou o líder e estimou a sua queda iminente.
No Exército abundam as deserções. "Toda a Região Leste está fora do controlo de Khadafi. A população e o Exército andam de mão em mão", informou à Reuters o major Hany Saad Marjaa, um dos amotinados. Além de Bengasi, o berço da revolta, os manifestantes tomaram a cidade de Tobruk. De acordo com a Reuters, a população estava a organizar-se para dirigir o trânsito, limpar as ruas e defender a cidade contra mercenários. "Quando os soldados se recusaram a disparar sobre os seus concidadãos, os mercenários começaram a queimá-los vivos", contou Mouftah Al Areydi, pelo telefone.
Os soldados não respondem às hierarquias, mas também não dão sinais de obediência ao influente teólogo do Qatar, sheik Youssef Al-Qardaoui, que ordenou uma fatwa contra Khadafi, sublinhando que o Exército líbio tem obrigação de assassinar o ditador.
A fronteira com o Egipto tornou-se território de ninguém. Foi por lá que passou o jornalista da CNN Ben Wedeman, o primeiro repórter inter- nacional a entrar na Líbia. "Não havia soldados, não havia controlo de passaporte, não havia alfândega", descreveu.
A oeste, na fronteira com a Tunísia, o movimento é frenético, com milhares de pessoas a tentarem abandonar o país. Muitos foram vítimas de assalto no caminho, ora de gangs armados, ora de milícias pró-Khadafi - uma cena que se repetia na estrada de acesso ao aeroporto de Trípoli, onde milhares esperavam ontem uma oportunidade para fugir.
O líder líbio Muammar Khadafi garantiu ontem que não vai sucumbir aos protestos dos milhares de manifestantes que clamam pelo fim do regime nem render-se às pressões internacionais para abandonar o poder. Sem um cargo ou título oficial do qual se demitir, o "guia da revolução" e do Estado das massas, prometeu resistir "até à última gota de sangue" e, no fim, morrer como um mártir.
Após mais uma noite de terror na capital, Trípoli, Khadafi apresentou-se para uma declaração ao país, emitida (não se sabe se em directo) a partir do quartel Bab al-Azizia, bombardeado pelos Estados Unidos em 1986.
Na sua surpreendente e incoerente exibição televisiva, demonstrou como é, neste momento, um homem de- sesperado e ultrapassado pelos acontecimentos. Manifestamente, o seu regime de 42 anos está em desintegração, com o aparelho de Estado des- membrado, o Exército em debandada e vastas áreas do país nas mãos dos revoltosos.
Indiferente à realidade, Khadafi deixou claro o seu desprezo pelos ma- nifestantes, exclamando "que se da- nem" aqueles cujo objectivo é deses- tabilizar o país. São, nas suas palavras, "cobardes", "traidores", "drogados", "que querem imitar os manifestantes da Tunísia e do Egipto e transformar a Líbia num estado islâmico".
Intransigente e desafiador, o coronel chamou os seus apoiantes para a rua e ameaçou os revoltosos com a pena de morte. "Quem usar a força contra a autoridade do Estado será condenado à morte. Quem amar Muammar Khadafi deverá defender as ruas da Líbia", declarou.
A reacção do regime aos protestos populares que há mais de uma semana se espalham pela Líbia tem sido de grande violência: Khadafi não hesitou em mobilizar caças para bombardear os manifestantes, que foram também sujeitos a rajadas de helicópteros. Tanques de guerra bloquearam a circulação, impedindo o transporte de feridos para os hospitais.
Grupos de mercenários descritos como "africanos que falam francês" juntaram-se às milícias pró-regime - os "comités revolucionários", um dos pilares do poder de Khadafi - para espalhar o terror pelas ruas de Trípoli. Testemunhas dão conta de tiros indiscriminados, espancamentos e intimidação generalizada.
"Assisti a um massacre anteontem à noite e outro no dia anterior, bem no centro de Trípoli", disse uma mulher de 40 anos, citada sob anonimato pela AFP, depois de passar a fronteira pa- ra a Tunísia. "No meio da manifesta-?ção apareceram os apoiantes de Khadafi, a atirar em todas as direcções. Eram só tiros e gritos. Uns disparavam na rua, outros de cima dos edifícios. E havia outros com espadas", contou.
Dos bairros de Fachloum e Tajoura saíram relatos de tiroteios constantes. Youssef Benhassan, um operário de 28 anos, disse que os membros dos comités revolucionários, envergando lenços verdes na cabeça, chegaram ao subúrbio de Janzour e começaram a atirar sobre "toda a gente que estava na rua". "É um filme de terror", resumiu à AFP.
Khadafi assegurou que ninguém estava a actuar sob as suas instruções. "Ainda não dei ordens para o uso de balas", declarou, insinuando porém que a sua paciência com os protestos estava esgotada e que "ainda esta noite ou amanhã" mandaria avançar uma operação para "limpar a Líbia" de revoltosos. "Desta vez não seremos indulgentes e misericordiosos", avisou.
Os relatos de Trípoli são de uma ci- dade-fantasma, com as pessoas presas em casa, as escolas e o comércio fechado. Nas ruas há automóveis incendiados, vidros partidos, lixo e cadáveres no chão. A contabilidade das vítimas é impossível: a Coligação Internacional contra Criminosos de Guerra reportou ontem 519 mortos, 3980 feridos e pelo menos 1500 desaparecidos desde o início dos protestos, na semana passada. Números oficiais apontam 300 mortos, entre os quais 58 soldados.
A desintegração do Governo prosseguiu ontem, com o ministro do Interior, Abdel Fattah al Abidi, a resignar em "apoio à revolução de 17 de Fevereiro". O dirigente, responsável pela segurança, instou o Exército e a população a apoiarem as "legítimas aspirações" dos manifestantes.
No exterior, os representantes do regime continuaram a desmobilizar. O embaixador da Líbia nos Estados Unidos, Ali Aujali, demitiu-se explicando que, "em consciência, não podia mais servir o regime ditatorial" de Khadafi. Em Nova Iorque, o número dois da missão líbia junto da ONU, Ibrahim al-Dabashi, caracterizou a violência na Líbia como um "genocídio". Também Nouri al-Mismari, chefe de protocolo de Khadafi, denunciou o líder e estimou a sua queda iminente.
No Exército abundam as deserções. "Toda a Região Leste está fora do controlo de Khadafi. A população e o Exército andam de mão em mão", informou à Reuters o major Hany Saad Marjaa, um dos amotinados. Além de Bengasi, o berço da revolta, os manifestantes tomaram a cidade de Tobruk. De acordo com a Reuters, a população estava a organizar-se para dirigir o trânsito, limpar as ruas e defender a cidade contra mercenários. "Quando os soldados se recusaram a disparar sobre os seus concidadãos, os mercenários começaram a queimá-los vivos", contou Mouftah Al Areydi, pelo telefone.
Os soldados não respondem às hierarquias, mas também não dão sinais de obediência ao influente teólogo do Qatar, sheik Youssef Al-Qardaoui, que ordenou uma fatwa contra Khadafi, sublinhando que o Exército líbio tem obrigação de assassinar o ditador.
A fronteira com o Egipto tornou-se território de ninguém. Foi por lá que passou o jornalista da CNN Ben Wedeman, o primeiro repórter inter- nacional a entrar na Líbia. "Não havia soldados, não havia controlo de passaporte, não havia alfândega", descreveu.
A oeste, na fronteira com a Tunísia, o movimento é frenético, com milhares de pessoas a tentarem abandonar o país. Muitos foram vítimas de assalto no caminho, ora de gangs armados, ora de milícias pró-Khadafi - uma cena que se repetia na estrada de acesso ao aeroporto de Trípoli, onde milhares esperavam ontem uma oportunidade para fugir.
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
Povo do Egito comemora o fim da ditadura Mubarak
Povo do Egito comemora o fim da ditadura Mubarak
11/2/2011 14:39, Por Redação, com agências internacionais - do Cairo
O período de 30 anos do governo do presidente do Egito, Hosni Mubarak, chega ao fim nesta sexta-feira. Após quase 20 dias de intensos protestos, principalmente na Capital, Cairo, Mubarak anunciou que está renunciando ao cargo. A informação foi levada à público pelo vice-presidente Omar Suleiman, em declaração à TV estatal. Esta é a segunda ditadura do mundo árabe que cai em menos de um mês. Antes, protestos populares levaram à queda do presidente da Tunísia, Zine el Abidine Ben Ali, que acabou abandonando o país. Além do Egito e Tunísia, Mauritânia, Argélia e Jordânia passam por protestos semelhantes. Um dia antes de renunciar, Mubarak fizera um pronunciamento descartando a renúncia, mas não resistiu às pressões populares.Logo após o anúncio da renúncia, a Praça Tahrir, no Cairo, epicentro dos protestos, reuniu centenas de pessoas que comemoravam a queda do ditador. Muitas pessoas gritavam palavras de ordem como: “O povo derrubou o regime!”. Apesar de ter alguma tradição democrática, o Egito teve apenas três governantes desde 1954: o primeiro deles foi Gamal Abdel Nasser, cujo governo ficou caracterizado pela aproximação com a União Soviética e pelas guerras com Israel. Nasser morreu em 1970, ainda no poder.
No início da década de 70, quem assume é Anwar al-Sadat, que firmou o acordo de Camp David, com Israel e pôs fim às animosidades entre os países. Foi também sobre sua gestão que o Egito recebeu de volta a Península do Sinai, tomada por Israel durante a Guerra dos Seis Dias, em 1967.
Sadat foi assassinado por extremistas. Coube, então, ao seu vice na época, Hosni Mubarak, assumir o poder para preparar o país para eleições “em no máximo seis anos”. Os seis anos passaram, bem como décadas e Mubarak permaneceu no poder.
Agora, com a saída de Hosni, Egito prepara-se para novas eleições em décadas. O grande temor da comunidade internacional, principalmente líderes do Ocidente, como os Estados Unidos, é que a Irmandade Muçulmana – grupo islâmico político – saia da ilegalidade e tenha um papel mais preponderante na história política do país daqui para a frente.
terça-feira, 23 de novembro de 2010
Lula é premiado por ações envolvendo o desenvolvimento e a paz
Pelotas, terça-feira, 23 de novembro de 2010, 12h53min
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi escolhido nesta sexta-feira (19) para receber o Prêmio Indira Gandhi para a Paz, o Desarmamento e o Desenvolvimento para 2010, concedido pelo governo da Índia. Lula foi escolhido por um júri internacional presidido pelo primeiro-ministro indiano, Manmohan Singh. As informações foram confirmadas pela Presidência da República e também estão no site oficial do governo indiano.
A decisão foi anunciada em um comunicado oficial. No documento, Lula é elogiado pela “excepcional” contribuição aos programas que se destinam a acabar com a fome e promover o desenvolvimento do Brasil. Lula foi informado sobre a escolha por meio da Embaixada da Índia no Brasil, segundo a assessoria da Presidência.
O prêmio inclui o recebimento de dinheiro e a publicação das iniciativas do agraciado. Por meio de sua assessoria, o presidente informou que se dispõe a ir à Índia depois de deixar o cargo no dia 1º de janeiro quando transmite o poder à presidenta eleita, Dilma Rousseff.
Também há referências à intensificação das relações entre Brasil e Índia. Na última viagem que fez à Índia, em 2007, o presidente foi acompanhado por vários empresários e defendeu o fortalecimento econômico dos países em desenvolvimento. Brasil e Índia ao lado da China integram o bloco econômico dos Brics. Os esforços de Lula são citados no comunicado.
O prêmio é concedido desde 1986. Foram agraciados o ex-secretário geral das Nações Unidas Kofi Annan, o ex-presidente da União Soviética Mikhail Gorbachev e o ex-primeiro-ministro da República Tcheca Václav Havel, entre outros.
Fonte: Agência Brasil
A decisão foi anunciada em um comunicado oficial. No documento, Lula é elogiado pela “excepcional” contribuição aos programas que se destinam a acabar com a fome e promover o desenvolvimento do Brasil. Lula foi informado sobre a escolha por meio da Embaixada da Índia no Brasil, segundo a assessoria da Presidência.
O prêmio inclui o recebimento de dinheiro e a publicação das iniciativas do agraciado. Por meio de sua assessoria, o presidente informou que se dispõe a ir à Índia depois de deixar o cargo no dia 1º de janeiro quando transmite o poder à presidenta eleita, Dilma Rousseff.
Também há referências à intensificação das relações entre Brasil e Índia. Na última viagem que fez à Índia, em 2007, o presidente foi acompanhado por vários empresários e defendeu o fortalecimento econômico dos países em desenvolvimento. Brasil e Índia ao lado da China integram o bloco econômico dos Brics. Os esforços de Lula são citados no comunicado.
O prêmio é concedido desde 1986. Foram agraciados o ex-secretário geral das Nações Unidas Kofi Annan, o ex-presidente da União Soviética Mikhail Gorbachev e o ex-primeiro-ministro da República Tcheca Václav Havel, entre outros.
domingo, 24 de outubro de 2010
Classificação do Campeonato Brasileiro 2010
Classificação do Campeonato Brasileiro 2010: "– Enviado usando a Barra de Ferramentas Google"
terça-feira, 19 de outubro de 2010
Pior analfabeto
“O pior analfabeto
é o analfabeto político.
Ele não ouve, não fala,
nem participa dos
acontecimentos políticos.
Ele não sabe
que o custo da vida,
o preço do feijão, do peixe,
da farinha, do aluguel,
do sapato e do remédio
dependem das decisões políticas.
O analfabeto político é tão burro
que se orgulha e estufa o peito
dizendo que odeia a política.
Não sabe o imbecil que,
da sua ignorância política
nasce a prostituta,
o menor abandonado,
e o pior de todos os bandidos,
que é o político vigarista,
pilantra, corrupto e lacaio das
empresas nacionais e multinacionais.”
(Bertolt Brecht)
é o analfabeto político.
Ele não ouve, não fala,
nem participa dos
acontecimentos políticos.
Ele não sabe
que o custo da vida,
o preço do feijão, do peixe,
da farinha, do aluguel,
do sapato e do remédio
dependem das decisões políticas.
O analfabeto político é tão burro
que se orgulha e estufa o peito
dizendo que odeia a política.
Não sabe o imbecil que,
da sua ignorância política
nasce a prostituta,
o menor abandonado,
e o pior de todos os bandidos,
que é o político vigarista,
pilantra, corrupto e lacaio das
empresas nacionais e multinacionais.”
(Bertolt Brecht)
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
UM GAÚCHO SEM DESTINO
No fogo do rancho
Aquento o mate
Amadrinho a sorte
No braseiro da vida
Esta xucra realidade
Em grande simplicidade
Que o tempo dá a partida.
Aquento o mate
Amadrinho a sorte
No braseiro da vida
Esta xucra realidade
Em grande simplicidade
Que o tempo dá a partida.
Ah, meu amigo
Por aí vou seguindo
A esmo pelos rincões
Talvez procure diversão
Nestes bailes de estrada
Vou sem montar parada
E nos braços da solidão.
Por aí vou seguindo
A esmo pelos rincões
Talvez procure diversão
Nestes bailes de estrada
Vou sem montar parada
E nos braços da solidão.
Quanto tempo tive
Ou que ainda me resta
Nesta longa cavalgada
Na busca de meus ideais
Traço tentos em ilusões
Boto freio nas emoções
Peleando cada vez mais.
Ou que ainda me resta
Nesta longa cavalgada
Na busca de meus ideais
Traço tentos em ilusões
Boto freio nas emoções
Peleando cada vez mais.
A experiência me diz
Te vai gaúcho guapo
Pensa bastante teu rumo
Tudo isto é um ensino
Um grande aprendizado
No qual és batizado
E exerce desde menino.
Te vai gaúcho guapo
Pensa bastante teu rumo
Tudo isto é um ensino
Um grande aprendizado
No qual és batizado
E exerce desde menino.
Oração do Gaucho
| Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo e com licença do Patrão Celestial. Vou chegando, enquanto cevo o amargo de minhas confidências, porque ao romper da madrugada e ao descambar do sol, preciso camperear por outras invernadas e repontar do Céu, a força e a coragem para o entrevero do dia que passa.Eu bem sei que qualquer guasca, bem pilchado, de faca, rebenque e esporas, não se afirma nos arreios da vida, se não se estriba na proteção do Céu. Ouve, Patrão Celeste, a oração que te faço ao romper da madrugada e ao descambar do sol: "Tomara que todo o mundo seja como irmão!. Ajuda-me a perdoar as afrontas e não fazer aos outros o que não quero para mim". Perdoa-me, Senhor, porque rengueando pelas canhadas da fraqueza humana, de quando em vez, quase se querer, em me solto porteira a fora... Êta potrilho chucro, renegado e caborteiro...mas eu te garanto, meu Senhor, quero ser bom e direito! Ajuda-me, Virgem Maria, primeira prenda do Céu. Socorre-me, São Pedro, Capataz da Estância Gaúcha. Pra fim de conversa, vou te dizer meu Deus, mas somente pra ti, que tua vontade leve a minha de cabresto pra todo o sempre e até a querência do Céu. Amém. Autor: D. Luiz Felipe de Nadal |
sábado, 21 de agosto de 2010
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Lista dos Candidatos ao Governo Do estado Do Rio Grande do Sul Eleições 2010
Lista dos candidatos ao Governo do Estado
| Candidato a governador(a) (em ordem alfabética) | Candidato a vice-governador(a) | Coligação | Tempo de horário eleitoral[38] |
|---|---|---|---|
| Aroldo Medina PRP | João Carlos Rodrigues PTC | PRP, PTC | |
| Carlos Schneider[39] PMN | Maximiliano Andrade PMN | | |
| Humberto Carvalho PCB | Nubem Medeiros PCB | | |
| José Fogaça PMDB | Pompeo de Mattos PDT | PMDB, PDT, PTN, PSDC | |
| Julio Flores[40] PSTU | Vera Rosane PSTU | | |
| Montserrat Martins[41] PV | Doris Shlatter PV | | |
| Pedro Ruas[42] PSOL | Marliane Santos PSOL | | |
| Tarso Genro PT | Beto Grill PSB | PT, PSB, PC do B, PR | |
| Yeda Crusius PSDB | Berfran Rosado PPS | PSDB, PPS, PP, PSC, PRB, PHS, PT do B, PSL | |
terça-feira, 17 de agosto de 2010
Limites
Limites
13/08/2010 por Mário Campello
Nenhum.
O limite é você quem impõe.
Você é a única pessoa que pode colocar restrições nos seus desejos.
Veja que as grandes realizações do nosso século
aconteceram quando alguém resolveu vencer o impossível…
Nas navegações,
encontramos um Colombo determinado a seguir viagens pelo mar,
mesmo estando cansado de ouvir que o mar acabava
e estava cheio de monstros terríveis.
Santos Dumont,
foi taxado de louco tantas vezes que nem mais
ligava para os comentários, até fazer subir seu 14 Bis…
Ford
foi ignorado por banqueiros e poderosos que não
acreditavam em carros em série.
Einstein
foi ridicularizado na Alemanha…
Desistir de nossos projetos, ou aceitar palpites infelizes em
nossas vidas é mais fácil do que lutar por eles.
Renunciar, chorar, aceitar a derrota é mais simples pelo
simples fato de que não nos obriga ao trabalho.
E ser feliz, dá trabalho.
Ser feliz é questão de persistência, de lutas diárias,
de encantos e desencantos.
Quantas pessoas passaram pela sua vida e lhe magoaram ?
Quantos passarão pela sua vida só para roubar sua energia ?
Quantos estarão realmente preocupados com você?
A questão é como você vai encarar essas situações.
Como ficarão seus projetos…
eles resistirão as amarguras e desacertos do dia a dia?
O objetivo você já tem: ser feliz !
Como alcançar você já sabe: lutando !
Resta saber o quanto feliz você realmente quer ser.
E principalmente, qual o limite que você colocou em seus sonhos.
Lembre-se: não há limites para sonhar…
Não se limite, vá a luta!
O impossível é apenas algo que alguém ainda não realizou !
(Paulo Roberto Gaefke)
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
Pessimista X Determinado
Certa vez, um poderoso rei, para comemorar o aniversário de seu amado filho, resolveu fazer uma grande festa para todos os seus súditos. Entre as muitas atrações do evento, havia um desafio que a todos interessou: era "a escalada ao poste". No alto de um gigantesco mastro havia uma cesta repleta de ouro e de comida. Aquele que conseguisse alcançar o topo daquele poste poderia se deliciar com a comida e pegar para si todo o ouro. Muitos dos que estavam presentes, pretendiam participar daquele desafio. Quando o rei autorizou, foi dado início à prova.
O primeiro a participar foi um rapaz alto e forte. Ele tomou uma distância curtíssima e começou a subir no poste. Não chegara nem à metade, quando, cansado e irritado, desistiu. Enquanto descia, dizia que o poste era alto demais e que não havia nenhuma possibilidade de que alguém alcançasse o prêmio.
Blasfemava baixinho para que seus queixumes não fossem ouvidos pelo rei, mas sugeriu àqueles que se aproximavam dele que não tentassem, a fim de que o rei se visse obrigado a diminuir o tamanho do mastro. Alguns súditos, influenciados pelas palavras do jovem, sentiram-se decepcionados com o rei e foram embora cabisbaixos e choramingando. Outros proferiram contra o rei palavras de desapontamento.
De repente, porém, do meio da multidão surgiu um garotinho muito magro e de aparência franzina. Tomou distância, aproveitando o tumulto criado pelo jovem rapaz que o antecedera, e, correndo como o vento, iniciou sua subida no mastro. Na primeira tentativa não teve êxito. Quando se preparava para tentar novamente, as pessoas ao redor gritavam: "desista! Desista!". Mesmo assim ele persistiu. Parecia mais convicto do que da primeira vez. Afastou-se e, com energia, agarrava-se ao mastro, ganhando altura com muito empenho. Minutos depois, após ter realizado indescritível esforço, o garoto, diante do olhar admirado de todos, atingiu o topo e a cesta repleta de ouro e comida. Alguns o aplaudiram; outros, incrédulos, comentavam a proeza.
O rei, admirado pela determinação do vencedor, imediatamente foi procurar o pai do garoto para buscar uma explicação sobre o ocorrido.
"Meu senhor, como pôde esse menino, tão pequeno e fraco, alcançar um objetivo tão difícil, enquanto todos o instigavam a desistir?" - questionou curioso o soberano.
Sorrindo, com o filho nos braços, o pai esclareceu: "duas coisas motivaram o meu filho a agir da forma como agiu: a primeira é a fome, porque há dias o pobre não come nada. E a segunda é porque ele é surdo, e não ouviu nenhuma das palavras desencorajadoras que lhe foram dirigidas."
->> Muitas são as razões que podem nos motivar a buscar nossos objetivos. Algumas delas são nobres e dignas, outras emergenciais e até mesmo casuais. Em verdade, o mais importante é que tenhamos metas definidas e firme disposição para persistir sempre. Distinguir as palavras de orientação das palavras de desestímulo nem sempre é tarefa fácil.
Usemos, portanto, o bom senso e o discernimento para saber insistir no que realmente vale a pena, sem nos deixar acovardar pelos discursos pessimistas!!!
O primeiro a participar foi um rapaz alto e forte. Ele tomou uma distância curtíssima e começou a subir no poste. Não chegara nem à metade, quando, cansado e irritado, desistiu. Enquanto descia, dizia que o poste era alto demais e que não havia nenhuma possibilidade de que alguém alcançasse o prêmio.
Blasfemava baixinho para que seus queixumes não fossem ouvidos pelo rei, mas sugeriu àqueles que se aproximavam dele que não tentassem, a fim de que o rei se visse obrigado a diminuir o tamanho do mastro. Alguns súditos, influenciados pelas palavras do jovem, sentiram-se decepcionados com o rei e foram embora cabisbaixos e choramingando. Outros proferiram contra o rei palavras de desapontamento.
De repente, porém, do meio da multidão surgiu um garotinho muito magro e de aparência franzina. Tomou distância, aproveitando o tumulto criado pelo jovem rapaz que o antecedera, e, correndo como o vento, iniciou sua subida no mastro. Na primeira tentativa não teve êxito. Quando se preparava para tentar novamente, as pessoas ao redor gritavam: "desista! Desista!". Mesmo assim ele persistiu. Parecia mais convicto do que da primeira vez. Afastou-se e, com energia, agarrava-se ao mastro, ganhando altura com muito empenho. Minutos depois, após ter realizado indescritível esforço, o garoto, diante do olhar admirado de todos, atingiu o topo e a cesta repleta de ouro e comida. Alguns o aplaudiram; outros, incrédulos, comentavam a proeza.
O rei, admirado pela determinação do vencedor, imediatamente foi procurar o pai do garoto para buscar uma explicação sobre o ocorrido.
"Meu senhor, como pôde esse menino, tão pequeno e fraco, alcançar um objetivo tão difícil, enquanto todos o instigavam a desistir?" - questionou curioso o soberano.
Sorrindo, com o filho nos braços, o pai esclareceu: "duas coisas motivaram o meu filho a agir da forma como agiu: a primeira é a fome, porque há dias o pobre não come nada. E a segunda é porque ele é surdo, e não ouviu nenhuma das palavras desencorajadoras que lhe foram dirigidas."
->> Muitas são as razões que podem nos motivar a buscar nossos objetivos. Algumas delas são nobres e dignas, outras emergenciais e até mesmo casuais. Em verdade, o mais importante é que tenhamos metas definidas e firme disposição para persistir sempre. Distinguir as palavras de orientação das palavras de desestímulo nem sempre é tarefa fácil.
Usemos, portanto, o bom senso e o discernimento para saber insistir no que realmente vale a pena, sem nos deixar acovardar pelos discursos pessimistas!!!
quarta-feira, 19 de maio de 2010
Ficha limpa é projeto demagógico, autoritário e flerta com o fascismo
Olá!!!
este texto eu recebi de um companheiro do Pt!!! Mas concordo com o artigo... e quero acrescentar o fato da recuperação do individo. Ou seja, um determinado cidadão comete um erro o mais simple o possivel, tipo ao ver seu filho menor de idade sofre algum tipo de agressão e no impulso de defesa este mesmo cidadão comete uma loucura e acaba sendo preso, condenado, e cumpri sua pena e apos sair do presidio começa a participar de algum orgão em defesa das crianças e por vocação acaba sendo proclamado candidato a algum cargo representando este setor... não vai poder pois tem sua ficha suja...
Mas agora estou um pouco sem tempo para me aprimorar no assunto...
Ficha limpa é projeto demagógico, autoritário e flerta com o fascismo
Além de violar princípio da presunção da inocência, idéia retoma projeto da ditadura que estabeleceu a cassação dos direitos políticos pela "vida pregressa". Se pessoas com "ficha suja" não podem se candidatar, por que mesmo poderiam votar? Agora mesmo, sindicalistas do RS e de SP sofrem condenações por protestos contra seus governos. Estão com a "ficha suja"?
Marco Aurélio Weissheimer
O inferno está pavimentado de boas intenções. A frase cai como uma luva para contextualizar o debate sobre os políticos “ficha-suja” e o projeto “ficha-limpa” que ganhou grande apoio no país, à direita e à esquerda. Pouca gente vem se arriscando a navegar na direção contrária e a advertir sobre os riscos e ameaças contidos neste projeto que, em nome da moralização da política, pretende proibir que políticos condenados (em segunda instância) concorram a um mandato eletivo.
A primeira ameaça ronda o artigo 5° da Constituição, que aborda os direitos fundamentais e afirma que “ninguém será condenado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória”. Professor de Direito Penal na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Túlio Vianna resumiu bem o problema em seu blog:
“Se o tal projeto Ficha Limpa for aprovado, o que vai ter de político sendo processado criminalmente só para ser tornado inelegível…Achei que o art.5º LVII exigisse trânsito em julgado de sentença penal condenatória. Deve ser só na minha Constituição. Se o “ficha-limpa” não fere a presunção de inocência, é pior ainda, pois vão tolher a exigibilidade do cidadão mesmo sendo inocente. Êh argumento jurídico bão: nós continuamos te considerando inocente, mas não vamos te deixar candidatar mesmo assim! Que beleza! Ou o cara é presumido inocente ou é presumido culpado. Não tem meio termo. Se é presumido inocente, não pode ter qualquer direito tolhido”.
Na mesma linha, o jornalista e ex-deputado federal Marcos Rolim também chamou a atenção para o fato de que o princípio da presunção da inocência é uma das garantias basilares do Estado de Direito e que o que o projeto ficha limpa pretende estabelecer é o “princípio de presunção de culpa”. Além disso, Rolim lembra que a idéia de ficha limpa não é nova e já foi apresentada no Brasil, durante a ditadura militar:
“Foi a ditadura militar que, com a Emenda Constitucional nº 1 e a Lei Complementar nº 5, estabeleceu a cassação dos direitos políticos e a inegibilidade por “vida pregressa”; vale dizer: sem sentença condenatória com trânsito em julgado”.
E se a idéia de ficha limpa é pra valer, acrescenta o jornalista e ex-deputado federal, por que não aplicá-la também aos eleitores:
“Se pessoas com “ficha suja” não podem se candidatar, por que mesmo poderiam votar? Nos EUA, condenados perdem em definitivo o direito de votar, o que tem sido muito funcional para excluir do processo democrático milhões de pobres e negros, lá como aqui, “opções preferenciais” do direito penal. E a imprensa? Condenações em segunda instância assinalam uma “mídia ficha suja” no Brasil?”
Mas talvez a ameaça mais grave, e menos visível imediatamente, que ronda esse debate é a incessante campanha de demonização dos políticos e da atividade política, impulsionada quase que religiosamente pela mídia brasileira. Rolim cita como exemplo em seu artigo uma charge publicada no jornal Zero Hora sobre o tema: na charge de Iotti, políticos são retratados como animais peçonhentos, roedores, aracnídeos e felinos.
Nos últimos anos, diversas pesquisas realizadas em vários cantos do planeta registraram um crescente descrédito da população em relação à política e aos políticos de um modo geral. Prospera uma visão que coloca a classe política e a atividade política em uma esfera de desconfiança e perda de legitimidade. A tentação de jogar todos os partidos e políticos em uma mesma vala comum de oportunistas e aproveitadores representa um perigo para a sobrevivência da própria idéia de democracia. O que explica esse fenômeno que se reproduz em vários países? A política e os políticos estão, de fato, fadados a mergulhar em um poço sem fundo de desconfiança? Essa desconfiança deve-se unicamente ao comportamento dos políticos ou há outros fatores que explicam seu crescimento?
É sintomático que o debate sobre a “ficha limpa” apareça dissociado do tema da reforma política. Eternamente proteladas e engavetadas, as propostas de uma mudança na legislação sobre as eleições e o financiamento das campanhas não obtém mesmo o alto grau de consenso e mobilização. Vale a pena lembrar de uma observação feita pelo filósofo esloveno Slavoj Zizek acerca do papel da moralidade na política. Ele analisa o caso italiano, onde uma operação Mãos Limpas promoveu uma devassa na classe política do país. Qual foi o resultado? Zizek comenta:
“Sua vitória (de Berlusconi) é uma lição deprimente sobre o papel da moralidade na política: o supremo desfecho da grande catarse moral-política – a campanha anticorrupção das mãos limpas que, uma década atrás, arruinou a democracia cristã, e com ela a polarização ideológica entre democratas cristãos e comunistas que dominou a política italiana no pós-guerra – é Berlusconi no poder. É algo como Rupert Murdoch vencer uma eleição na Grã-Bretanha: um movimento político gerenciado como empresa de publicidade e negócios. A Forza Itália de Berlusconi não é mais um partido político, mas sim – como o nome indica – uma espécie de torcida”. (Às portas da revolução", Boitempo, p. 332)
A eleição de políticos de “tipo Berlusconi” mostra outra fragilidade dessa idéia. Marcos Rolim desdobra bem essa fragilidade:
Muitos dos corruptos brasileiros possuem “ficha limpa” – especialmente os mais espertos, que não deixam rastros. Por outro lado, uma lei do tipo na África do Sul não teria permitido a eleição de Nelson Mandela, cuja “ficha suja” envolvia condenação por “terrorismo”. Várias lideranças sindicais brasileiras possuem condenações em segunda instância por “crimes” que envolveram participação em greves ou em lutas populares; devemos impedir que se candidatem?
Agora mesmo, cabe lembrar, no Rio Grande do Sul e em São Paulo lideranças sindicais estão sofrendo condenações por protestos realizados contra os governos dos respectivos estados. Já não estão mais com sua ficha limpa. Os governantes dos dois estados, ao contrário, acusados de envolvimento em esquemas de corrupção, de autoritarismo e de sucateamento dos serviços públicos seguem com a ficha limpíssima. É este o caminho? Uma aberração político-jurídica vai melhorar nossa democracia?
A primeira ameaça ronda o artigo 5° da Constituição, que aborda os direitos fundamentais e afirma que “ninguém será condenado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória”. Professor de Direito Penal na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Túlio Vianna resumiu bem o problema em seu blog:
“Se o tal projeto Ficha Limpa for aprovado, o que vai ter de político sendo processado criminalmente só para ser tornado inelegível…Achei que o art.5º LVII exigisse trânsito em julgado de sentença penal condenatória. Deve ser só na minha Constituição. Se o “ficha-limpa” não fere a presunção de inocência, é pior ainda, pois vão tolher a exigibilidade do cidadão mesmo sendo inocente. Êh argumento jurídico bão: nós continuamos te considerando inocente, mas não vamos te deixar candidatar mesmo assim! Que beleza! Ou o cara é presumido inocente ou é presumido culpado. Não tem meio termo. Se é presumido inocente, não pode ter qualquer direito tolhido”.
Na mesma linha, o jornalista e ex-deputado federal Marcos Rolim também chamou a atenção para o fato de que o princípio da presunção da inocência é uma das garantias basilares do Estado de Direito e que o que o projeto ficha limpa pretende estabelecer é o “princípio de presunção de culpa”. Além disso, Rolim lembra que a idéia de ficha limpa não é nova e já foi apresentada no Brasil, durante a ditadura militar:
“Foi a ditadura militar que, com a Emenda Constitucional nº 1 e a Lei Complementar nº 5, estabeleceu a cassação dos direitos políticos e a inegibilidade por “vida pregressa”; vale dizer: sem sentença condenatória com trânsito em julgado”.
E se a idéia de ficha limpa é pra valer, acrescenta o jornalista e ex-deputado federal, por que não aplicá-la também aos eleitores:
“Se pessoas com “ficha suja” não podem se candidatar, por que mesmo poderiam votar? Nos EUA, condenados perdem em definitivo o direito de votar, o que tem sido muito funcional para excluir do processo democrático milhões de pobres e negros, lá como aqui, “opções preferenciais” do direito penal. E a imprensa? Condenações em segunda instância assinalam uma “mídia ficha suja” no Brasil?”
Mas talvez a ameaça mais grave, e menos visível imediatamente, que ronda esse debate é a incessante campanha de demonização dos políticos e da atividade política, impulsionada quase que religiosamente pela mídia brasileira. Rolim cita como exemplo em seu artigo uma charge publicada no jornal Zero Hora sobre o tema: na charge de Iotti, políticos são retratados como animais peçonhentos, roedores, aracnídeos e felinos.
Nos últimos anos, diversas pesquisas realizadas em vários cantos do planeta registraram um crescente descrédito da população em relação à política e aos políticos de um modo geral. Prospera uma visão que coloca a classe política e a atividade política em uma esfera de desconfiança e perda de legitimidade. A tentação de jogar todos os partidos e políticos em uma mesma vala comum de oportunistas e aproveitadores representa um perigo para a sobrevivência da própria idéia de democracia. O que explica esse fenômeno que se reproduz em vários países? A política e os políticos estão, de fato, fadados a mergulhar em um poço sem fundo de desconfiança? Essa desconfiança deve-se unicamente ao comportamento dos políticos ou há outros fatores que explicam seu crescimento?
É sintomático que o debate sobre a “ficha limpa” apareça dissociado do tema da reforma política. Eternamente proteladas e engavetadas, as propostas de uma mudança na legislação sobre as eleições e o financiamento das campanhas não obtém mesmo o alto grau de consenso e mobilização. Vale a pena lembrar de uma observação feita pelo filósofo esloveno Slavoj Zizek acerca do papel da moralidade na política. Ele analisa o caso italiano, onde uma operação Mãos Limpas promoveu uma devassa na classe política do país. Qual foi o resultado? Zizek comenta:
“Sua vitória (de Berlusconi) é uma lição deprimente sobre o papel da moralidade na política: o supremo desfecho da grande catarse moral-política – a campanha anticorrupção das mãos limpas que, uma década atrás, arruinou a democracia cristã, e com ela a polarização ideológica entre democratas cristãos e comunistas que dominou a política italiana no pós-guerra – é Berlusconi no poder. É algo como Rupert Murdoch vencer uma eleição na Grã-Bretanha: um movimento político gerenciado como empresa de publicidade e negócios. A Forza Itália de Berlusconi não é mais um partido político, mas sim – como o nome indica – uma espécie de torcida”. (Às portas da revolução", Boitempo, p. 332)
A eleição de políticos de “tipo Berlusconi” mostra outra fragilidade dessa idéia. Marcos Rolim desdobra bem essa fragilidade:
Muitos dos corruptos brasileiros possuem “ficha limpa” – especialmente os mais espertos, que não deixam rastros. Por outro lado, uma lei do tipo na África do Sul não teria permitido a eleição de Nelson Mandela, cuja “ficha suja” envolvia condenação por “terrorismo”. Várias lideranças sindicais brasileiras possuem condenações em segunda instância por “crimes” que envolveram participação em greves ou em lutas populares; devemos impedir que se candidatem?
Agora mesmo, cabe lembrar, no Rio Grande do Sul e em São Paulo lideranças sindicais estão sofrendo condenações por protestos realizados contra os governos dos respectivos estados. Já não estão mais com sua ficha limpa. Os governantes dos dois estados, ao contrário, acusados de envolvimento em esquemas de corrupção, de autoritarismo e de sucateamento dos serviços públicos seguem com a ficha limpíssima. É este o caminho? Uma aberração político-jurídica vai melhorar nossa democracia?
Marco Aurélio Weissheimer é editor-chefe da Carta Maior (correio eletrônico: gamarra@hotmail.com)
--
LUCIANO LUZ DE LIMA
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