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sábado, 10 de setembro de 2016

Entrevista do Candidato Jurandir Silva PSOL concedida ao Diário Popular

Olá!!

Transcrevo abaixo a entrevista concedida ao Diário Popular pelo Candidato Jurandir Silva do PSOL à Prefeitura Municipal de Pelotas.

O original poderá ser visualizado no link abaixo:

Participação popular no centro do governo

Jurandir Silva (PSOL), da coligação Pelotas Merece Mudanças, destaca a importância de discutir as ações com a sociedade, além de priorizar valorização do funcionalismo

Entre outros temas, o integrante da corrida à prefeitura comentou a intenção de cortar cargos de confiança e valorizar as categorias do funcionalismo público (Foto: Carlos Queiroz - DP)
Entre outros temas, o integrante da corrida à prefeitura comentou a intenção de cortar cargos de confiança e valorizar as categorias do funcionalismo público (Foto: Carlos Queiroz - DP)
Inverter prioridades e trazer a participação popular para o centro da administração pública municipal. Este é o discurso defendido por Jurandir Silva (PSOL), candidato a prefeito pela coligação Pelotas Merece Mudanças (PSOL/PCB). Segundo o político, é necessário valorizar as características locais - como cultura e turismo - para impulsionar o desenvolvimento, ao invés de esperar por intervenções da iniciativa privada. Entre outros temas, o integrante da corrida à prefeitura comentou a intenção de cortar cargos de confiança e valorizar as categorias do funcionalismo público.
No quarto capítulo da série de entrevistas com os candidatos à prefeitura do município, o Diário Popular expõe as ideias e propostas da candidatura de esquerda. A entrevista foi concedida na sede do Jornal com a participação do coordenador de Redação Jarbas Tomaschewski, da coordenadora de produção Débora Borba e da equipe de reportagem.
Diário Popular - Por que queres ser prefeito de Pelotas?
Jurandir Silva - Me motiva ser prefeito da cidade porque historicamente eu defendo um conjunto de ideias que eu não vejo serem aplicadas pelos governos. Não vejo as demandas das pessoas, sejam elas dos bairros, de uma categoria de trabalhadores, como os municipários. Por exemplo, tu vais em uma assembleia dos trabalhadores municipários, eles fazem um conjunto de reivindicações históricas e esse conjunto não é às vezes sequer respeitado pelos prefeitos. Assim como isso acontece com moradores de determinadas regiões da cidade, que têm demandas também históricas em saneamento básico, pavimentação. É por isso que sou candidato a prefeito. Não é uma questão pessoal (...), eu quero ser prefeito para implementar as ideias que eu defendo sempre.
DP - Em 2012, ficaste em terceiro lugar na primeira campanha à prefeitura. O que trazes de experiência da disputa?
JS - A experiência que eu trago para participar das eleições de 2016 é a experiência de quem participou das eleições de 2012, mas também é a experiência de toda a minha vida. Experiência, aliás, que é um ponto que vem sendo muito batido neste processo eleitoral. Tem candidaturas que falam muito da experiência e eu gosto muito de questionar que experiência política é esta. Porque estamos vivendo uma conjuntura no Brasil, por exemplo, em que a gente tem um Congresso Nacional bastante experiente. São políticos que são eleitos, reeleitos e reeleitos e vão para os seus quarto, quinto mandatos e isto não quer dizer qualquer coisa relacionada com dignidade. Então, essas experiências que a maioria dos políticos tem, de fato eu não tenho. Eu nunca fui denunciado por corrupção, porque não sou corrupto. Nunca fui denunciado por enfiar a mão em dinheiro que não é meu, porque nunca enfiei.
DP - Tiveste intenção ou vontade de concorrer primeiro à Câmara de Vereadores?
JS - Não. A gente discutiu, a gente fez esse debate. Tem um determinado grupo de pessoas que enxerga a política a partir de uma perspectiva completamente diferente como nós do PSOL e PCB enxergamos. (...) A tática eleitoral que nós vamos seguir é muito importante, isso não é decisão de uma pessoa. Os partidos tradicionais vendem uma ideia de que tem um candidato que é o salvador da pátria, que é uma figura, que ele ou ela é a pessoa que vai resolver todos os problemas. Isso, na nossa opinião, é um absurdo. Gente, é programa, é projeto, é conjunto de ideias, é equipe.
DP - Como seria a ocupação do secretariado no governo?
JS - Temos, infelizmente, pouquíssimas experiências de prefeituras do PSOL no país. Gosto de citar o exemplo de Itaucara, no Rio de Janeiro, porque o secretário de Educação foi eleito pelos trabalhadores da educação. Teve uma votação entre os trabalhadores que elegeram o secretário. É por aí que nós vamos caminhar. Este secretário, aliás, sequer é filiado ao PSOL. É uma pessoa lá da categoria que identificaram ser capaz para gerir a Secretaria. Veja, no nosso programa nós temos o tema da participação popular. Construindo com os trabalhadores de educação do município quem deve ser o secretário de Educação eu acho que é um bom caminho. Aproveitar o quadro técnico da prefeitura. Infelizmente, os governos não fazem isso. Dentro do Sanep, têm pessoas que entendem de Sanep. Na Secretaria de Urbanismo, tem gente que entende de urbanismo. Tem arquiteto, tem engenheiro. Os partidos fazem grandes alianças, ocupam muito tempo na televisão e o Sanep vira um cabide de empregos. Inclusive isto é mais barato do ponto de vista da administração pública. Vamos cortar muito gasto aí. Além de aproveitar o quadro técnico com função gratificada e não o cargo em confiança, que é mais caro, nós vamos chamar as universidades.
DP - No plano de governo, citas a oposição política entre candidaturas do PT e PSDB. Acreditas que Pelotas já está preparada para experimentar um governo do PSOL?
JS - Sim, acredito que sim. Olha que interessante, Pelotas é tradicional? É tradicional. Tem uma elite conservadora? Tem uma elite conservadora. Tem uma elite que ainda pensa que está na época das charqueadas? Tem. Mas é a cidade mais negra do Rio Grande do Sul, povo que faz Carnaval, que toma bala de borracha da Brigada Militar, por aqui, por ali, que segue batalhando, que segue sorrindo, que segue fazendo sua correria. Tem uma parte da cidade de fato que eu tenho convicção que não vai votar na nossa candidatura e que vai fazer todos os esforços possíveis e imagináveis para que a gente não chegue nem perto da prefeitura de Pelotas. Nem na Câmara de Vereadores, porque se a gente entra, a gente vai fazer estrago. Vamos infernizar a vida de quem faz falcatrua na cidade. Mas, tem uma outra parte da cidade e é com essa parte que queremos dialogar.

DP - Poderias dar exemplos da inversão de prioridades comentada pela candidatura?
JS - No desenvolvimento econômico, a nossa cidade passa por um período histórico de estagnação. Desde o fechamento das grandes indústrias em Pelotas, a política pública da prefeitura é o seguinte: Nós precisamos isentar impostos para as grandes empresas trazerem empregos para cidade, para desenvolver economicamente. Esta é a prioridade. O que é inverter prioridade na questão dos empregos? Nós não vamos isentar imposto para grande empresa, nós vamos investir naquilo que a gente sabe fazer aqui. Aquilo que é peculiar da nossa cidade, aquilo que só tem aqui. Turismo urbano e rural. É extremamente subaproveitado. Tu vais em algumas outras cidades, tens uma praça como a nossa Coronel Pedro Osório aqui, aí tu vais ter uma placa na frente de cada casarão dizendo o que é aquele casarão. Ter um programa de turismo, para movimentar a economia. Outra coisa, Pelotas é um polo cultural. Isto não é apenas uma questão de respeito às pessoas que trabalham para construir, mas uma questão de enxergar isto como potencial econômico. É um absurdo que tu não enxergues isto no Carnaval, que digas que é gasto e não investimento.
DP - Há um debate grande nesta campanha sobre saúde. Qual o pensamento sobre o tema?
JS - Primeiro, o candidato que falar que vai resolver o problema da saúde em quatro anos está faltando com a verdade. Não tem como. É um problema federal complexo, que enxergamos que no governo Temer teremos que brigar muito para manter o que tem. Nós temos uma visão integrada de saúde. Não é uma UPA, não é um Pronto-Socorro, não é só médico, não é só um posto de saúde. Saúde é UPA integrada com PS, com médico com plano de internação domiciliar, integrante com esporte, lazer. Enxergamos desta forma (...) Os médicos serão valorizados assim como todos os trabalhadores do município serão valorizados. Nós vamos discutir Plano de Carreira, o Sindicato dos Municipários votou em assembleia um plano para toda a categoria. Nós queremos discutir esse plano, da categoria dos municipários, incluindo os médicos. Entendemos que todos os trabalhadores do município recebem salários baixíssimos. Como vamos conseguir dinheiro? Reduzindo os cargos de confiança, isso resolve uma parte, não tudo. Questão das Unidades Básicas de Saúde, elas têm um papel importante, da prevenção também. A nossa equipe, que tem discutido esse tema (...), discute sobre elas funcionarem bem, ter algum tipo de melhoria para suprir alguns problemas importantes. Nós precisamos ter três ou quatro UBSs que sejam um pouco melhor estruturadas, geograficamente bem distribuídas, para ser referência em algumas áreas. Não é o ideal, mas nas condições de financiamento de saúde que temos hoje, é o possível. 

Deficiências - Mário Quintana.

Olá!!!!

Estão neste momento, na cidade do Rio de Janeiro, acontecendo os Jogos Olímpicos para portadores de alguma deficiência, chamada de Paraolimpíadas. Pois bem, recebi por watts do meu amigo e candidato a Vereador Sergio Cassal este poema do Grande Mário Quintana, e decidi compartilhar aqui com meus amigos.

Quem gostou... compartilha em suas Redes Sociais.... e comente ...




Deficiente é aquele que não consegue modificar a vida, aceitando as imposições de outras pessoas ou da sociedade em que vive, sem ter consciência de que é dono do seu destino.
Louco é quem não procura ser feliz com o que possui
Cego é aquele que não vê seu próximo morrer de frio, de fome, de miséria, e só tem olhos para seus míseros problemas e pequenas dores.
Surdo é aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo, ou apelo de um irmão. Pois está sempre apressado para o trabalho e querer garantir seus tostões no fim do mês.
Mudo é aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por trás da máscara da hipocrisia
Paralitico é quem não consegue andar na direção daquelas que precisam de sua ajuda.
Diabético é quem não consegue ser doce
Anão é que não sabe deixar o amor crescer. E, finalmente, a pior das deficiências é ser miserável, pois:
Miseráveis são todos que não conseguem falar com Deus.

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Dia da Independência no Bairro Laranjal

Boa Noite...

Acabei de postar no grupo Amigos do Laranjal um desabafo a respeito da situação que passamos no dia de hoje (07/09/2016), feriado alusivo ao dia da Independência do Brasil. prometi que não iria fazer mais este tipo de texto no face.... mas a indignação foi maior que a razão.....

Segue a reprodução do mesmo....

Hoje ... dia da independência... e que os Moradores do Laranjal ganharam para comemorar?
Ganhamos um dia inteiro sem Luz... e consequentemente sem água....
Sem água pq o problema do abastecimento não foi resolvido.... entra ano e sai ano é a mesma coisa.... recebemos sempre medidas paliativas de governos que insistem em realizar obras no centro e nas avenidas de nossa Cidade.... Enquanto isso os bairro incluindo o nosso Querido Laranjal sofre as consequências de desgovernos populistas que só pensam em seus cargos na administração....
Eu Participei ativamente nestes últimos anos das lutas aqui do Bairro e vos digo.... não vamos conseguir nada se formos depender dos governantes.... somente com a nossa mobilização é que poderemos sair desta estagnação em nosso desenvolvimento....
É claro que a falta de luz foi uma fatalidade provavelmente devido aos fortes ventos... mas e a falta de água?
Esta mesma água que já nos uniu em 2014 quando passamos o maior desabastecimento da historia recente de nosso Bairro....
Passamos o feriado sem luz, sem água, sem internet, sem tv... mas carros de som com dingo de campanha de quem já administrou nossa cidade ouvíamos a todo tempo... pelo menos nas principais avenidas do bairro ... pq duvido que algum tenha ido fazer campanha no interior de nosso bairro, onde as ruas são uma verdadeira vergonha... uma calamidade desprovida para quem paga o valor de Iptu que pagamos....
Assim como nas cheias, a falta de água são resultado do descaso... e eu estou cansado disso.... e estou cansado do mais do mesmo também....
Vamos torcer que agora em outubro não tenhamos tanta chuva.... pois se falta água nas torneiras, sobram nas ruas alagadas e sem escoamento em nosso bairro...
Vamos lutar contra a corrupção, vamos lutar por mudanças... vamos plantar sementes que irão ser a Raiz de um futuro melhor para nosso Bairro..... 


Quem gostou ou não, pode comentar, questionar ou até colaborar no debate.... Só não podemos mais ficar calados a tanta omissão do poder publico Pelotense.

Chris DS                        

terça-feira, 6 de setembro de 2016

ELEIÇÕES E AS REDES SOCIAIS!

Só se fala em Eleições....

Não poderia ser diferente, estamos em ano eleitoral. Na verdade estamos em pleno Período Eleitoral, e o que mais podemos perceber é a grande utilização das chamadas Redes Sociais na Campanha de Candidatos e Partidos.

Este fenômeno já tinha sido percebido nas eleições de 2014, onde calorosos debates a cerca de candidatos a presidência e a governadores, assim como a grande poluição de candidatos a deputados, tomavam conta das redes. Este processo seguiu pós eleições, quando se iniciou todo o debate a cerca do Impeachment da Presidenta Eleita Democraticamente.

Mas este ano de 2016, nestas Eleições Municipais, onde de certa forma o debate se torna mais regional, onde vizinhos discutem o que é ou poderia ser melhor para sua rua, vila, bairro etc e tal, esta atividade de fazer propaganda politica nas redes acentuo-se mais ainda.

Obvio que o Face e outras redes são uma importante ferramenta de divulgação de ideias e posições de forma mais rápida e abrangente, e que este recurso possibilita que um determinado candidato consiga mesmo que ilusoriamente um maior raio de atuação eleitoreira.

Esta ferramenta esta sendo muito usada também por causa das alterações na Legislação Eleitoral, onde se diminuiu o tempo de campanha, e somando à isso temos também o fator da diminuição dos custos com propaganda, onde hoje os candidatos não podem receber dinheiro ou contribuições de Pessoa Jurídica, e suas prestações de conta estão sendo monitoradas o tempo todo.

Mas existe o outro lado. Existe uma parcela considerável da população que não quer usar as "Redes" para debater "Politica", não querem debater nem no mundo real, quanto mais no virtual. E por isso muitos destes indivíduos estão reclamando justamente deste excesso de propaganda que tende a aumentar conforme se aproxima o dia 2 de outubro.

O grande problema é a forma que esta sendo utilizada esta ferramenta. Muitos candidatos estão utilizando por exemplo seus perfis para realizar propaganda, Misturando o pessoal com a campanha, se valendo da possibilidade de sua participação de grupos, ou comunidades (dependendo da rede), o que vem saturando o povo.

O certo seria... (segue minha dica aos candidatos), é que os mesmos criassem Fan Page (no caso do Face), para ai sim postar suas ideias e propostas. Opinar sobre assuntos que achem importantes, criar e divulgar álbum de campanha e eventos de forma organizado e devidamente pautado.
Paginas conseguem te dar uma melhor dimensão de sua popularidade, pois a mesma possui ferramentas para tal.

Uma outra dica que me parece bem interessante são os blogs (sou suspeito), pois as postagens ficam mais organizadas e os conteúdos podem ser facilmente compartilhado.

Claro que se tiveres condições de pagar uma hospedagem, o site seria uma bela opção, com possibilidade de interações etc e tal.

Outra bela opção nas paginas, blogs e sites é que as postagens podem ser programadas. Ou seja, não precisas estar o tempo todo na frente do PC. Podes agendar um determinado dia e hora para que uma determinada postagem seja publicada.


Mas é muito importante que o candidato e ou partido estejam cientes que seu perfil nas redes é sempre pessoal, onde poderás emitir opinião. No entanto paginas, blogs, sites e outras devem ser usada mais "empresarialmente". Em outras palavras, uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa.

Agora a dica mais importante que dou aos candidatos e partidos... vão para rua... andem nas ruas dos bairro e vilas de suas cidades. Deixem de serem preguiçosos e saiam da zona de conforto... pois o mundo fora das Redes Sociais é bem diferente..... E depois que tu te eleger.... utilize a tua pagina, blog e ou site para divulgar teu trabalho e te mantenha nas ruas das vilas e bairros.... Pois o eleitorado já esta cansado do Mais do Mesmo todos os anos...

Uma boa campanha, e espero que este artigo te ajude...

E quem quiser que eu ajude na confecção de paginas do Face... estamos ai....

Chris DS

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Entrevista da Candidata Paula Mascarenhas PSDB concedida ao Diário Popular

Olá!!

Transcrevo abaixo a entrevista concedida ao Diário Popular pela Candidata Paula Mascarenhas PSDB a Prefeitura Municipal de Pelotas.

O original poderá ser visualizado no link abaixo:


Seguir a gestão por nova liderança é a prioridade da candidata Paula Mascarenhas (PSDB)

A candidata à Prefeitura de Pelotas pela maior coligação quer promover a renovação

Paula afirma querer ser prefeita por acreditar em projeto executado hoje (Foto: Paulo Rossi - DP)
Paula afirma querer ser prefeita por acreditar em projeto executado hoje (Foto: Paulo Rossi - DP)
Dar continuidade ao governo de Eduardo Leite (PSDB) através da renovação de lideranças. Este é o desafio enfrentado pela candidata tucana Paula Mascarenhas na disputa ao Executivo nas eleições deste ano. Ao lado de 11 siglas - PSDB/PMDB/PTB/PSD/PPS/PSB/SDD/PSC/PV/PRB/PR - a atual vice-prefeita elenca como prioridade a continuação de obras da gestão atual, além de traçar a meta para o mandato: retirar o esgoto a céu aberto do município.
No terceiro capítulo da série de entrevistas com as candidaturas à prefeitura do município, Paula fala sobre as principais críticas ao governo, como a suposta falta de obras em bairros e a execução de projetos no último ano de mandato, da motivação de concorrer ao cargo e rebate comentários feitos no início da corrida eleitoral. A entrevista com a candidata foi realizada na sede do Jornal, com duração de uma hora e teve os questionamentos direcionados pelo editor-chefe Pablo Rodrigues, a coordenadora de produção Débora Borba e pela equipe de reportagem.
Diário Popular - Por que queres ser prefeita de Pelotas?
Paula Mascarenhas - Eu quero ser prefeita porque acredito muito no projeto que a gente vem entregando para a cidade, desenvolvendo na cidade, projeto que tem mudado a cara da cidade, a vida das pessoas, que está fazendo Pelotas avançar. A gente sabe que tem muitos desafios, muitos problemas ainda, não temos a pretensão de ter resolvido todos eles, claro. Nem a pretensão de resolver todos os que restam, mas a gente está vendo a cidade avançar, na educação, na infraestrutura e eu tenho muita motivação para ver este projeto seguir em frente, com renovação também. Renovação política, renovação de lideranças - uma coisa muito boa para arejar o governo. Então, quero muito ser prefeita para poder levar isto adiante e seguir vendo Pelotas se transformar e transformar para melhor.
DP - O que Paula traz de diferente do atual prefeito, Eduardo Leite?
PM - Na verdade, a nossa relação é de extrema afinidade. Eu dizia lá em 2012 que dificilmente a gente ia conseguir repetir uma dupla tão afinada e com tanta afinidade como a nossa. É uma afinidade natural, ela não foi construída, foi um encontro de pessoas que têm uma visão política muito parecida, uma visão ideológica, uma visão sobre a cidade também muito próxima. Claro que somos pessoas diferentes, temos estilos diferentes. Eu sou mais velha que o Eduardo, tenho 15 anos a mais do que ele. As pessoas dizem assim: “Ah, uma dupla de jovens”, mas sou mais velha que ele. Tive outras experiências, o Eduardo sempre foi muito vocacionado para política. Eu não, minha vida eu constituí no magistério, fui professora, me realizei muito como professora. Então eu entrei na política um pouco casualmente, mas movida por um interesse enorme, movida por uma paixão, a de que a política pode ser uma atividade muito digna e pode mudar a vida das pessoas. Difícil pra mim dizer qual será a diferença de estilo, mas, é claro, nós temos temperamentos diferentes. O Eduardo é muito reflexivo, eu aprendi muito com ele isso. (...) Acho que nas grandes linhas não vai haver mudança nos valores e princípios, que é fundamental, pode haver uma mudança no temperamento, na forma de relacionamento com as pessoas.
DP - Críticas apontam para ausência do investimento do governo em bairros e vilas. Como defender a gestão destes posicionamentos?
PM - Em primeiro lugar, a gente fez muitas obras no Centro, é verdade. Centro por onde transitam, por pesquisa isto, mais de 200 mil pessoas por dia. Então, uma cidade precisa, para se desenvolver, ter um centro qualificado para atrair turistas, fazer com que se desenvolva, que gere emprego e renda, precisa de um governo qualificado. Agora, é uma das críticas mais injustas para nós de que não fazemos obras em bairros. (...) É uma crítica injusta porque se a gente vai olhar todas as obras que se fez e todas que estão projetadas, nós fazemos muito mais obras em bairros do que no Centro. Neste ponto da entrevista, a candidata citou mais de dez obras feitas em bairros. Não acho que não se deva fazer obra no Centro, se deve. Mas tivemos atenção muito carinhosa com os bairros e continuaremos a ter.
DP - No teu governo tem alguma obra ou ação que gostarias de fazer, com grande impacto na cidade, assim como a licitação do transporte coletivo?
PM - Queríamos muito ter feito a licitação do transporte rural junto com o transporte urbano, porque são três milhões de passagens por mês no urbano e 60 mil no rural. Então se tivéssemos feito juntas, o transporte urbano sustentaria o rural. A empresa talvez perdesse um pouquinho do lucro que hoje vai se verificar, mas ainda assim teria lucro e nós resolveríamos um problema histórico na Colônia. Isso é uma frustração que eu tenho e nós vamos ter que fazer a licitação do transporte rural, agora com subsídio. Com as 60 mil passagens, tu não consegues se não tiver subsídio público. Mas o que eu gostaria mesmo, a resposta seria tirar o esgoto a céu aberto de Pelotas. Isso é uma prioridade, tem que ser uma prioridade da cidade. Nós começamos este processo, começamos esta discussão. Certamente, vou levar adiante. Porque não é possível, hoje nós tratamos menos de 20% do nosso esgoto e os outros 80% vão para o canal São Gonçalo, deságuam na Lagoa dos Patos. É uma questão de saúde pública.
DP - No início da disputa, o candidato Anselmo Rodrigues (PDT) te citou como “loirinha da praça” para fazer um embate. Como analisa essa maneira de ataque?
PM - Olha, que o Anselmo me chame de “loirinha da praça”, em princípio não me ofende, no sentido de que eu moro em frente à praça (Coronel Pedro Osório), trabalho na frente da praça, sou frequentadora assídua da nossa praça. Onde eu encontro pessoas de todos os tipos. Jovens, skatistas, caçadores de pokémons, senhoras com seus cachorrinhos, pessoal que joga dama, guardadores de carro, gente de tudo que é bairro da cidade.(...) Nesse sentido eu sou a “loirinha da praça”. No sentido talvez pejorativo que ele queira dar, ele faz uma ofensa a todas as mulheres, não apenas a mim. Alguém que quer administrar uma cidade cuja maioria é formada por mulheres... acho que é muito deselegante da parte dele. Agora, o mais complicado para mim em relação ao vereador Anselmo é que ele foi prefeito por duas oportunidades e nelas criou um caos administrativo responsável não só pelas questões judiciais que ele teve que enfrentar por ter ido para a prisão.
DP - Nesta disputa, há quem acuse o governo de promover obras meramente eleitoreiras. Como enxergas estes ataques?
PM - A gente vê este tipo de ataque em todo ano de eleição, seja quem for o prefeito, porque as obras acabam se realizando mais no quarto ano de mandato. Talvez a gente receba mais ataques porque a gente está fazendo mais obras do que normalmente se faz. E por que as obras saem no terceiro, quarto ano de mandato? Porque são inúmeras as etapas que a burocracia brasileira exige. Primeiro, há uma grande concentração de recursos em Brasília. A gente paga os impostos aqui e quase 70% dos impostos se concentram na União. E os municípios têm que ir lá fazer retornar de onde saíram. Só esse processo já é muito longo, depois tem que fazer bons projetos e tem toda uma tramitação. A maioria dos projetos chega às prefeituras via Caixa Econômica Federal. Então primeiro a gente tramita no Ministério, na Secretaria do Tesouro Nacional, isso aí leva mais de um ano. Depois tem que licitar, muitas vezes tem que licitar os projetos, outras vezes se consegue fazer com servidores da prefeitura. Antes de licitar as obras, precisamos da aprovação da Caixa Econômica Federal. Enfim, todas estas etapas (...) tudo é feito para ser demorado. Qualquer prefeito gostaria de entregar obra do primeiro ao último dia de governo, a gente correu muito, trabalhou muito e está entregando muita obra a partir do momento em que se conseguiu vencer todas estas etapas.
Paula Schild Mascarenhas: 46 anos. Ocupação: professora de Ensino Superior. Grau de instrução: Superior completo. Total em bens R$ 365.281,23

Entrevista da Candidata Miriam Marroni PT concedida ao Diário Popular

Olá!!

Transcrevo abaixo a entrevista concedida ao Diário Popular pela Candidata Miriam Marroni PT à Prefeitura Municipal de Pelotas.

O original poderá ser visualizado no link abaixo:

Miriam prioriza discussão sobre saúde em plano de governo

Como prioridade, Miriam insistiu na necessidade de contratar médicos e discutir a carreira desta categoria do funcionalismo

Como prioridade, Miriam insistiu na necessidade de contratar médicos e discutir a carreira desta categoria do funcionalismo (Foto: Paulo Rossi - DP)
Como prioridade, Miriam insistiu na necessidade de contratar médicos e discutir a carreira desta categoria do funcionalismo (Foto: Paulo Rossi - DP)
Após ocupar espaços na Câmara de Vereadores e na Assembleia Legislativa e chegar a mais de duas décadas de trajetória política, Miriam Marroni (PT) afirma estar preparada para ser prefeita de Pelotas. Ao lado de Luis Carlos Mattozo (PCdoB), a petista rompe a sucessão de candidaturas de Fernando Marroni (PT) à prefeitura para buscar o retorno dos governos de esquerda no Executivo. O segundo capítulo da série de entrevistas do Diário Popular com os candidatos na disputa eleitoral deste ano traz o debate do principal eixo de governo, a análise sobre o momento atual do partido e outros temas.
Como prioridade, Miriam insistiu na necessidade de contratar médicos e discutir a carreira desta categoria do funcionalismo. Para isso, disse que irá fazer o que for necessário para garantir o atendimento nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), além de propor a instalação de mais dois postos de saúde para atender os loteamentos Vila Governaço e Passo do Salso. A entrevista com a candidata foi realizada na sede do Jornal, com duração de uma hora, e teve os questionamentos direcionados pelo editor-chefe Pablo Rodrigues, o coordenador de Redação Jarbas Tomaschewski, a coordenadora de produção Débora Borba e pela equipe de reportagem.

Diário Popular - Por que quer ser prefeita de Pelotas?
Miriam Marroni - Porque acho que é o maior orgulho uma pessoa que nasce em um lugar, ela sempre está enxergando o lugar e as pessoas com quem ela convive. Acho que não tem para um político que ocupa o cargo de vereador, de deputado, não ocupar o cargo maior, do Executivo, que é diferente. Ocupar o cargo que faz, o cargo que tem poder de realizar. Acho que isso é um sonho. O Legislativo é superimportante, obviamente. Tive a maior responsabilidade e gosto, mas é muito diferente quando tu olhas o lugar onde tu moras, o lugar onde tu vives e podes ter ideias diferentes e achar que tu podes fazer melhor. Nasci aqui, minha família toda é daqui, meus amigos são daqui, minhas relações são aqui, eu acredito nesta cidade. Esta cidade tem tudo, a gente precisa despertar esta cidade, mas ela tem tudo. Primeiro, a gente tem o dever. Um político que não queira ser prefeito da sua cidade, não cumpre a vida política como ela representa.
DP - O que o PT, com a tua candidatura, traz algo de novo?
MM - Primeiro, a luta pelo simples. Dar às pessoas a condição de cidadania, dar o direito de ter médico no posto, o direito de ter transporte de qualidade, de ter creche, de ter escola, de limpeza pública. Primeiro o arroz com feijão precisa ser cumprido e, junto com isso, tem que ser bem feito. Eu não posso trabalhar limpeza pública bem feita com 300 trabalhadores apenas. (...) Por outro lado, enxergar esta cidade que eu dizia que tem tudo. Pelotas tem uma série de serviços, comércio, de iniciativas, algumas que nem a gente sabe. Empresas de programação que estão vendendo programas para a Alemanha, se relacionam com o mundo europeu. Outro tema que é novidade e nos estimula bastante, que trabalhei quando estive no governo Tarso, é o Arranjo Produtivo da Indústria da Saúde. Pelotas já se notabilizou por isso.
DP - Como, na prática, o governo municipal pode ajudar neste desenvolvimento empresarial?
MM - Ele tem que ser o indutor, seja ele municipal, seja estadual, o governo tem que se enxergar. Ele é o articulador, ele é o organizador, ele planeja a cidade junto com as iniciativas. Mas ele tem que se sentir assim, não pode esperar que batam à porta. O governo tem que capacitar, o polo tecnológico é iniciativa que precisamos viabilizar. Pelotas é o polo do conhecimento, tem duas universidades, tem Instituto Federal. Temos a matéria-prima, como é que a gente não se organiza?
DP - Achas então que este trabalho básico - citado como "feijão com arroz" - está sendo mal feito?
MM - Acho. A iluminação, arrumar, limpar, nos bairros. Quem cuida de casa sabe que tu limpas um dia e tem que limpar o outro. Não existe limpar de 15 em 15 dias. O lixo é um problema seríssimo em qualquer lugar. Na época do nosso governo, a gente tinha 600 operários trabalhando na limpeza pública, hoje temos 300. Não dá conta, principalmente nos bairros.
DP - O PT está sofrendo um desgaste em nível nacional que culminou no processo de impeachment. Te preocupa esse desgaste do PT, que ele possa bater também em nível local?
MM - É um processo muito triste, muito doído, não só pro PT, mas para outros partidos também. A todo momento temos notícia do ambiente da política, acho que o PT quando governo, o foco foi mais no governo. Mas não é uma particularidade do PT, é um desgaste da política como um todo. Porque coloca todo mundo junto, acho que é muito ruim para o país. Em nome da disputa, desrespeitaram a democracia e as representações que ela constrói. Acho que nestas eleições nós temos o dever de mostrar o processo de investigação e de tirar de baixo do tapete esta questão histórica da corrupção. É uma ferida que dói, mas ela precisa ser aberta. (...) Obviamente, meu partido não é de santo, temos pessoas que nos envergonham. Mas nem por isso, isso nos tira da luta, do ideal, do sonho. Pessoas cometeram erros, mas a instituição está aí.
DP - Uma das propostas no plano de governo é realizar concurso público para contratar mais médicos. Como enxergas a questão das UBSs?
MM - Saúde, não adianta, não tem como não priorizar. Pesquisa mostra isso, a vida mostra isso, a queixa das pessoas mostra isso. E ela se concentra assim, na falta de quem detém o conhecimento diretamente, que é o médico. Ele é o centro desse atendimento, por isso dissemos que vamos enfrentar este problema custe o que custar, porque ali está o centro do problema. A Unidade Básica é o início da doença. Se a população não tiver o atendimento quando começa a doença, ela piora rapidamente e acaba no leito do hospital, que é três a quatro vezes mais caro. Além de ser uma questão humana de evitar a fragilidade da doença, tu tens que atacar ela. Ela sai mais cara depois. Posto é tudo. E agora estou convencida que a equipe toda é um conjunto, mas quem dá a receita é o médico. Mas, obviamente que vamos discutir a questão da carreira. Esta carreira que está aí, realmente não vamos ter como atrair, porque ele é um profissional diferenciado, raro no mercado. Vamos rediscutir e vai ter médico. A gente não tem dinheiro para tudo, não estou vendendo ilusões. Agora, têm coisas que tem que decidir. Temos 50 postos e terão médicos nos 50 postos. E tem que ter um posto na Vila Governaço e no Salso, nós olhamos o mapa e onde que se localizam, tem que, talvez, ter um redimensionamento.
DP - Neste ano, temos duas mulheres concorrendo à prefeitura de Pelotas. Como percebes esta participação feminina?
MM - Independentemente de sermos adversárias, é inegável o que significa pro país duas mulheres concorrerem à prefeitura numa cidade onde isso nunca aconteceu; está chamando a atenção. Então isso é muito importante, nós temos uma responsabilidade ainda maior. Diante de uma cultura de desigualdade de gênero, que a gente convive com algo primitivo. É algo primitivo a superioridade do macho sobre a fêmea, do poder ainda do macho, isso não é discurso de feminista, isso é dado científico. Temos a Maria da Penha, as delegacias para mulheres, as casas de acolhida, isso não é à toa, esse fenômeno social e cultural da diferença de poder entre homens e mulheres infelizmente persiste. Estamos criando uma série de políticas públicas, mas ainda é algo que falta. E aí vem nosso papel, nós duas procurar e trabalhar, chamar atenção para esses espaços de poder, ocupar esses espaços de poder, ter opinião, isso mostra uma ideia de igualdade e capacidade das mulheres. Eu quero motivar as mulheres, empoderar as mulheres para que elas se sintam em uma situação de igualdade e não de superioridade. Temos um papel muito bonito e às vezes me dou conta disso, para chamar mais atenção, porque tem o preconceito.
Miriam Paz Garcez Marroni
60 anos
Ocupação: deputada estadual
Grau de instrução: Superior completo
R$ 130.310,26
Total em bens
Acompanhe na edição da próxima segunda-feira (5 de setembro) a entrevista com a candidata Paula Mascarenhas (PSDB), da coligação PSDB/PMDB/PTB/PSD/PPS/PSB/SDD/PSC/PV/PRB/PR

domingo, 4 de setembro de 2016

Entrevista do Candidato Ledinei Santana PMN concedida ao Diário Popular

Olá!!

Transcrevo abaixo a entrevista concedida ao Diário Popular pela Candidato Ladinei Santana PMN à Prefeitura Municipal de Pelotas.


O olhar voltado aos bairros pela candidatura do PMN

Ledinei Santana disse ter como prioridades as ações em áreas distantes do Centro; durante a entrevista, ainda assumiu o compromisso de reduzir em 50% o próprio salário

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Ledinei Santana, candidato a prefeito pelo PMN (Foto: Paulo Rossi - DP)
Morador do loteamento Getúlio Vargas, Ledinei Santana (PMN) concorre pela primeira vez a cargos públicos. Com a candidata a vice, Gisele Insaurriaga (PMN), pretende trazer o olhar de quem cresceu na periferia, à prefeitura de Pelotas. Na primeira entrevista do Diário Popular com os candidatos ao Executivo, Ledinei fala sobre desafios para participação popular, metas para o governo e até no corte pela metade no próprio salário durante o primeiro ano de mandato.
Mesmo sem saber qual é o valor pago - R$ 19.327,43 para prefeito e R$ 9.663,71 para vice -, Ledinei garantiu que irá abrir mão de metade da remuneração para contribuir na redução de despesas da prefeitura. A entrevista com o candidato foi realizada na sede do Jornal, com duração de uma hora. As perguntas foram feitas pelo editor-chefe, Pablo Rodrigues, pelo coordenador de Redação, Jarbas Tomaschewski, e pela equipe de reportagem.
Diário Popular - Por que o senhor quer ser prefeito de Pelotas?
Ledinei Santana - Em primeiro lugar, eu não tinha esse objetivo de ser prefeito de Pelotas. Mas o que me levou a concorrer foi a maneira de se fazer política que esta aí e o jeito que estão os bairros: falta de saúde e de saneamento. Resolvi, então, eu, como um cidadão, tentar assumir a prefeitura para resolver isto.
DP - E, assumindo a prefeitura, qual será a primeira ação de seu governo?
LS - Olha, nós do PMN, temos duas prioridades na prefeitura. Porque não adianta ter várias prioridades e acabar não cumprindo nenhuma. Então, nossas prioridades se resumem a duas áreas: saúde e saneamento básico. Nós pretendemos trabalhar em cima disto.
DP - Quais seriam, então, as medidas para melhorar estas áreas?
LS - Sou nascido e criado no Pestano, vivo atualmente no Getúlio Vargas. Onde resido, por exemplo, era uma granja, eu pescava lá. Nasci, me criei, e até hoje - tenho 39 anos - continuo convivendo com valeta na frente da minha casa. É incrível que até agora uma cidade como Pelotas investe - e não estou falando somente do governo atual, de governos anteriores também - em várias obras centrais, na maioria das vezes, e um bairro como o Getúlio Vargas está atirado. Então, é por isso, que a prioridade nossa é saneamento. Sanear, pegar cano, tapar valeta, pra depois pavimentar.
DP - Da forma como o senhor fala, parece simples executar esta proposta. Como pretende executar as ações em saneamento? Qual será a origem dos recursos?
LS- Eu vejo isto como algo bem simples. Pra mim, sinceramente, como cidadão, eu vejo que há muita falta de vontade dos governos. Te dou um exemplo: hoje um dos nossos projetos é reduzir em 50% a folha de pagamento da prefeitura em cargos de confiança. É possível, sim, reduzir o número de CC's em 50%. A partir disso, eu já terei uma certa quantia em recursos. Dentro das secretarias foi criado um cargo chamado de superintendente. Cada um ganha R$ 6 mil. Eu não sei o número certo de secretarias, mas quanto não dá para economizar disso? Então, se pegar esse recurso e aplicar em saneamento, quanto cano dá para comprar? E outra questão, não é pegar e somente comprar os canos. Um dos nossos projetos é criar uma cooperativa - não trazer empresa de fora para pegar nosso dinheiro e levar para fora e ainda para aqueles destas obras, todas mal feitas como são. A gente cria uma cooperativa para fabricar os canos. Vamos gerar emprego para muita gente da periferia, como por exemplo os catadores. Vamos arranjar técnicos para fabricar tubos com materiais recicláveis, isto é possível. E se depender da Câmara, aprovar ou reprovar o orçamento para saneamento básico. Aí é ir pra cima deles, é pra ir pra cima da Câmara de Vereadores. Ou eles estão do lado do povo ou não, porque eu vou ser o prefeito do povo. E eu vou ser aquele, se me tornar prefeito, que irei dentro das vilas para pegar cinco, dez, ônibus de gente e levar para frente da Câmara de Vereadores.
DP - O senhor incentivará os bairros e as vilas a ocupar a Câmara de Vereadores?
LS - Sim, se o poder emana do povo, nada mais justo que o povo cobrar. E o povo cobra, no momento que eles verem que tem um prefeito que sabe fazer, eles vão cobrar. Existem obras na cidade que são feitas duas, três vezes, unicamente para dar votos.
DP - Acha que são eleitoreiras estas obras pela cidade?
LS - Completamente. Porque seguinte, entrem nos bairros da cidade. Eu não tenho nada contra o Centro, mas tem algo que digo: "nós não vamos esquecer o Centro da cidade, mas a nossa prioridade vai ser os bairros que precisam". Quantos anos mais uma cidade como Pelotas terá bairros como tem? Se entrarem nos bairros, vão ver a precariedade em que estão.
DP - A sua chapa defende a ideia de escola de turno integral e abertura dos postos de saúde das 9h às 21h. Estas ações demandam crescimento nas equipes profissionais. Como o PMN pretende preencher estas vagas e qual a fonte dos recursos para garantir estas seleções?
LS - Não queremos criar mais postos de saúde, os postos que têm dariam suficientemente. No Fragata, pelo que eu sei, tem sete postos de saúde. Mas tu achas que adianta ter sete postos de saúde e esses postos cada um dá quatro, cinco fichas? Não consegue desafogar o Pronto-Socorro. Nossa ideia é a seguinte: médico nos postos de saúde que têm, das 9h às 21h. Tem que ter um ginecologista, um clínico geral e um pediatra. Então, vamos ver quantos postos de saúde têm hoje. A gente não quer mais fazer UPA, fazer UBAI. Não adianta criar prédio, gastar milhões e o posto dando quatro, cinco fichas. Muitas vezes não se pode culpar o médico, mas aí ele atende quatro, cinco pessoas e vai embora. Aí afoga o Pronto-Socorro e nossa ideia é desafogar, trazer médicos para os bairros, para os postos de saúde. Reorganizar os postos, porque não adianta tu ter sete postos de saúde no Fragata e não funcionar direito. Então é melhor ter quatro, fecham-se três. Se tem sete, em aqueles três pode ser implantado centro cultural, projetos sociais.
DP - Sabe qual é o orçamento atual do município?
LS- Atualmente eu não sei, porque não tenho esse dado. Só sei que não é baixo, eu acho que é mal investido. Se eu que tenho pouco recurso consigo administrar, acho que se for para dentro da prefeitura com o mínimo de recurso vou buscar administrar a cidade para não deixar a cidade falir, pra não deixar faltar nada dentro da cidade. Então, é simples. Eu quero ver o recurso que tem, certinho, fazer uma auditoria para ver tudo e administrar bem administrado.
DP - Qual seria a participação do Cururu, ex-vereador e presidente do PMN, na estrutura de governo?
LS - Ele seria nosso representante dentro da Câmara, seria aquela pessoa para costurar, conversar com os vereadores, para que nossos projetos pudessem ser aprovados. A princípio, ele abriria nossos caminhos lá dentro. O papel dele para nós é fundamental porque ele seria nosso mediador dentro da Câmara de Vereadores à maneira Cururu de ser. Limpa, honesta, sem corrupção, sem sacanagem. Seria um mediador da prefeitura na Câmara, sem negociatas.
Ledinei Santana Silveira
39 anos
Ocupação: Comerciante
Grau de instrução: Ensino Fundamental Incompleto
Total em Bens: R$ 47.500,00
Acompanhe na edição da próxima sexta-feira (2 de setembro) a entrevista com a candidata Miriam Marroni (PT), da coligação PT/PC do B.